Follow by Email

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Na Rota dos Descobrimentos

“E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha - segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas - os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos. [...] Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali.” - 

Excerto da Carta a EL-Rei D. Manuel, de Pero Vaz de Caminha
Urubu-rei (Sarcoramphus papa) poderia ser uma das aves referidas nos textos como furabuchos



Os portugueses foram os primeiros descobridores das terras que circundavam o Mar Atlântico e das ilhas que nele afloravam. Os descobrimentos portugueses foram o conjunto de conquistas realizadas pelos portugueses em viagens e explorações marítimas entre 1415 e 1543 que começaram com a conquista de Ceuta em África.

Os portugueses ficaram conhecidos como aqueles que deram novos mundos ao mundo e isto implicou uma mudança radical na conceção da Terra.
Os sábios da época descobriram e catalogaram uma diversidade imensa de formas de vida, animais, plantas, que ditam as grandes transformações da modernidade.

Na Rota dos Descobrimentos é um dos nossos programas escolares para o 2º ciclo em que o tema dos Descobrimentos é o pano de fundo para uma visita guiada pelas espécies que habitam os novos mundos descobertos pelas caravelas portuguesas. Durante este programa ficamos não só a conhecer a história dos Descobrimentos pela ótica da Biodiversidade mas também a história e evolução dos parques zoológicos desde essa época até à atualidade, sublinhando a importância das nossas principais funções - investigar, educar e conservar. Para além de gratuitos para as escolas, os nossos programas educativos são interdisciplinares podendo complementar tanto uma aula de Ciências da Natureza como servir de cenário para uma aula de história sobre os Descobrimentos.

Poderá ficar a conhecer este e outros programas escolares na nossa brochura aqui.

217232960 é o número que deverá ligar para marcação de programas escolares.

Ficamos à vossa espera!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Histórias dos roazes do Sado

No estuário do rio Sado e no mar que envolve a costa de Troia e da Arrábida, vive uma população de golfinhos da espécie Tursiops truncatus, cujo nome comum é roaz. Vou contar-vos uma história que se passou há muito tempo, quando os Romanos habitavam o estuário do Sado.


"Naquela altura viveu ali um menino chamado Liberius que mergulhava com os golfinhos. Liberius era escravo do senhor de Acala, um povoado romano que ficava numa ilha de areia, mesmo na entrada do estuário, onde hoje é Troia. As pessoas de Acala produziam deliciosas iguarias a partir do peixe que pescavam no estuário e que depois embalavam em ânforas de barro, para vender por todo o império romano. Liberius brincava na praia com os seus irmãos e amigos. Brincavam ao berlinde, à cabra-cega, ao jogo das nozes e faziam construções na areia. Liberius também brincava com os golfinhos. Chamava-os chocalhando os crepundia, amuletos de osso e de metal, que as crianças romanas mais novas usavam ao pescoço dentro de uma bolsa. Mergulhava até ao seu encontro e lá ía brincar com eles: saltar fora de água, “reboliçar” uns nos outros, mergulhar e saltar preso às suas barbatanas e atirar peixes pequeninos e alforrecas ao ar. Mas o que Liberius e os golfinhos mais gostavam de fazer juntos eram as aventuras noturnas. Liberius sabia que os golfinhos “veem” no escuro sempre que usam o seu sonar. E por isso, mergulhava na noite escura guiado pelos golfinhos para ir brincar com os animais bioluminescentes, que são aqueles que emitem luz. Os noctilucas, seres microscópicos muito simples, que fazem parte do fitoplâncton marinho, emitem luz quando a água é agitada. Em certas noites, muito escuras, o seu brilho é muito forte porque há muitos. Nessas noites, quando Liberius e os golfinhos nadavam, os rastos dos seus movimentos eram pintados de centelhas brilhantes dos noctilucas e assim o menino e os golfinhos faziam desenhos na água do mar. Depois iam até ao campo das cenouras-do-mar que vivem no fundo do estuário. De dia são cor-de-laranja, mas de noite, quando lhes tocam, acendem um brilho amarelo esverdeado iluminando o chão do estuário. Era nessa altura, que os golfinhos começavam a assobiar e a “estalir” fazendo um concerto marinho melodioso, a música do mar que embalava Liberius todas as noites ao adormecer."

Este conto foi baseado na história “Liberius, o menino romano” do livro “Histórias dos Roazes do Sado” de Raquel Gaspar e Marcos Oliveira (ilustrador), editado pela Troia Natura SA, no âmbito do Plano de Ação para a Salvaguarda e Monitorização dos Roazes do Sado. 

Atelier pedagógico: “A infância dos golfinhos e dos meninos romanos”, consultar a autora, Raquel Gaspar, bióloga e educadora marinha: cidadamae@gmail.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Conferência Europeia de Educação em Lisboa

 The Power of Behaviour – How to Inspire People to Act!
Turning Education Theory into Action! 

O Jardim Zoológico, como instituição privada de utilidade pública e educativa sem fins lucrativos, com 130 anos de história e que centra a sua atividade na preservação das espécies animais através da educação para a conservação e da investigação, tem o prazer de anunciar a organização da Conferência Bianual de Educação da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), em Lisboa, de 9 a 12 de março de 2015.

A Conferência tem lugar no SANA Malhoa Hotel e reunirá vários especialistas em educação ambiental bem como oradores internacionais reconhecidos por inspirarem local e globalmente atitudes e comportamentos a favor da conservação da biodiversidade.

A Conferência pretende debater uma diversidade de temas ligados ao poder do comportamento e formas de influenciar e inspirar as pessoas a agirem no seu dia a dia em prol da conservação das espécies e dos seus habitats. Como constituir ligações emocionais à Natureza, que parceiros na aprendizagem podemos estabelecer, que tipo de experiências inspiradoras levam à mudança de comportamentos e a avaliação da adopção destas mudanças serão também outras das temáticas desta conferência europeia.

A Conferência tem como base a mensagem “B Green”. Os nossos objetivos passam por acordos específicos com o Hotel, catering e com o pagamento voluntário de taxas de carbono. Utilizaremos ao máximo as regras dos 3 R’s.

Este evento é um dos mais importantes encontros científicos sobre educação ambiental na Europa. O Jardim Zoológico, como símbolo da educação para a conservação, tem o prazer de ser o anfitrião desta conferência e de promover todos os esforços para que a mesma seja de grande importância nacional e internacional.

Pode efetuar a inscrição aqui.

Novo concurso - Desliga a ficha!


Porquê desligar a ficha?

Sabia que o consumo energético feito por dispositivos eletrónicos em modo Standby é responsável por 1% das emissões de CO2 no planeta? Acha pouco? Pense bem, estamos a falar daquela energia que não é necessária nem está a ser utilizada por ninguém. Imagine o impacto das emissões correspondentes a energia que realmente utilizamos para as nossas atividades diárias?

Neste momento, todos ainda temos o poder de contrariar a extinção das espécies e a destruição dos seus habitats. Basta usar menos o seu carro para diminuir as emissões de CO2 Para a atmosfera. Basta desligar os aparelhos da tomada quando não os está a usar. Basta uma série de pequenas coisas para a diferença ser enorme em todo o mundo, de polo a polo. 

Por isso senhor professor cabe-lhe a si agir, contamos consigo para motivar a sua turma ou os seus colegas e pensar o que pode fazer agora para influenciar positivamente a sobrevivência da vida selvagem e do nosso planeta. Queremos cumprir esta missão urgente. Junte-se a nós. Ajude-nos a transmitir a mensagem. O que o rodeia não é eterno, preserve-o. 

Desligue connosco e ligue-se à Natureza. É neste contexto que, o Jardim Zoológico em parceria com a ABAE – Associação Bandeira Azul para a Europa, através do programa Eco-Escolas e com a Microsoft Educação, através da plataforma Microsoft Educator Network lança o concurso nacional para escolas DESLIGA A FICHA! dirigido à alunos da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário / Profissional a fim de promover ações coletivas na redução do consumo de energia e consequente proteção da biodiversidade através de uma proposta de elaboração de uma campanha de sensibilização dirigida à comunidade.

Poderá realizar a inscrição até dia 28 de Fevereiro aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tradição em Dia de Reis

Sabia que é tradição portuguesa comer romãs no dia dos Reis?
Acredita-se que quem o fizer terá abundância o ano todo. A romã foi sempre considerada um símbolo de fertilidade por ter uma grande quantidade de sementes.
Mas o fruto ganhou outros significados como o de abundância, prosperidade e riqueza. O povo diz que no «Dia de Reis deitam-se três bagos de romã no lume para o ter aceso, três bagos na caixa do pão e três no bolso do dinheiro para ter dinheiro e pão (Teófilo Braga, em «O povo Português suas crenças e costumes»).
A árvore que dá este fruto é nativa da região que vai desde o Irão ao norte da Índia e aos Himalaias. Passou depois a ser cultivada no Mediterrâneo, na Europa e em África.
É um arbusto que atinge de 2 a 5 metros, de cor avermelhada e cinzenta nos ramos e nos troncos.
A romanzeira (Punica granatum), é uma planta de muitas utilidades, seja para a produção de frutos ou como ornamental em parques e jardins.Pode adaptar-se a qualquer tipo de clima, embora cresça melhor em temperaturas amenas. 

O vento forte pode prejudicar a frutificação pois causa uma excessiva queda das flores. Deve-se tomar cuidado nas regiões em que o clima é húmido, pois podem aumentar os fungos nas cascas da fruta. As flores da romãzeira são vermelho-alaranjadas e simples. Perde as folhas no inverno e recupera-as na primavera.

Também se utilizam as suas folhas, a casca da raiz e dos frutos para fins medicinais
A romã tem ação anti-inflamatória, antidiarreica, diurética, antisséptica e antioxidante.

Não se esqueça de comer uma romã hoje, mesmo não crendo que traz abundância ela é rica em vitaminas A, B, C e ácido fólico ajudando a aumentar as defesas do organismo, portanto ficará sempre a ganhar.