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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Este folhado não é de salsicha

Da primeira vez que a vi, ou que reparei nela, o que captou a minha atenção foram os seus frutos de um tom roxo metalizado. Pequenas drupas reunidas no mesmo plano, formando um disco que brilhava sob o Sol dessa tarde.
Não me lembrava de alguma vez me ter cruzado com esta planta, talvez fosse uma exótica, trazida para aquele jardim para o embelezar.
De facto é um dos arbustos ornamentais mais cultivados em Portugal, muito usado na Europa e na América do Norte, por manter as suas folhas verdes e lustrosas todo o ano.
Mas o folhado – o Viburnum tinusL. – cresce também espontaneamente em Portugal, bem distribuído no centro e sul do país e no vale do Douro, também aparece nos Açores. Prefere locais ensombrados e próximos de ribeiras, ocorrendo mais em zonas de clima mediterrânico do que nas de clima continental.
É por esta altura, de Fevereiro a Março, que tem o seu pico de floração, oferendo as suas aromáticas flores, de cinco pétalas brancas, em “ramalhetes” porto da a planta. Vale a pena apreciar a sua beleza.
Quanto aos frutos, que surgem no final do Verão, não tente comê-los, em tempos chegaram a ser usados como purgantes.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

AGIR PARA AJUDAR E MELHORAR A SAÚDE DO PLANETA

Pequenas ações – Grandes diferenças!

Este momento na história da conservação do nosso planeta é único. Não percas a oportunidade. As nossas escolhas de hoje vão determinar que espécies de animais e plantas vão sobreviver. Se tivesses o poder de mudar o mundo, não o usavas?
O concurso DESLIGA A FICHA! tem por objetivo a realização de trabalhos que destaquem essencialmente a eficácia da ação coletiva na redução do consumo de energia e proteção da biodiversidade para inspirar e sensibilizar as pessoas para a realização de ações que podem ajudar a salvar as espécies e que desenvolvam o interesse pela Conservação da Biodiversidade, para além de contribuir para aprofundar o seu conhecimento, privilegiando, em particular, a pesquisa e a recolha de informação.
Esta proposta educativa procura fomentar uma transformação progressiva nos valores, atitudes e comportamentos dos nossos alunos enquanto cidadãos conscientes da complexidade do mundo e do estado ambiental do Planeta.
Com este concurso pretende-se:
1) Sensibilizar para a redução do consumo de energia a favor da proteção da vida animal e dos ecossistemas;
2) Debater em ambiente escolar os comportamentos do Homem em relação ao Ambiente e as suas implicações;
3) Estimular a criatividade dos alunos, motivados pela participação no concurso.
Através da participação no Concurso DESLIGA A FICHA! pode-se abordar temáticas curriculares de uma forma aliciante, sensibilizando e envolvendo a comunidade educativa e local para as boas práticas ambientais e para os seus comportamentos atuais e futuros. Esta temática está também enquadrada na Década das Nações Unidas para a Biodiversidade.
O concurso DESLIGA A FICHA! é uma iniciativa conjunta do Jardim Zoológico, da ABAE – Programa Eco Escolas – e da Microsoft Educação, através da plataforma “Partners in Learning”. PARTICIPA!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Uma vida dedicada aos gorilas

Esta quinta-feira, dia 16 de Janeiro, celebrou-se o 82º aniversário do nascimento de Dian Fossey, uma das mais conceituadas primatólogas do mundo. Estudou os gorilas ao longo de quase 20 anos, desde 1966, e revelou ao mundo muitos aspectos desconhecidos do seu comportamento. Proteger estes animais, que a cativaram tanto pela sua individualidade como pela sua timidez, acabou por lhe custar a vida. Foi encontrada morta a 27 de Dezembro de 1985 na cabana onde vivia no Ruanda. 
Embora gostasse de animais desde criança e até tivesse pensado seguir uma formação em medicina veterinária, foi a viagem que fez a África em 1963 que mudou para sempre a sua vida. Entre as visitas que tinha planeado naquele continente incluiu uma visita ao Monte Mikeno, nas Montanhas Virunga (Ruanda), onde o zoólogo americano George Schaller tinha realizado um estudo pioneiro sobre gorilas, e à Garganta de Olduvai, na Tanzânia, um local de elevado valor arqueológico e paleontológico.
Foi nesta região da Tanzânia que Dian Fossey conheceu Mary e Louis Leakey, arqueólogos na Garganta de Olduvai desde os anos de 1930. Louis Leakey foi o antropólogo queniano responsável pela descoberta dos primeiros achados de Homo habilis, em 1964, comprovando a sua teoria de que a origem do homem estaria em África e não na Ásia como inicialmente se pensava.
Louis Leakey partilhou com Dian Fossey a sua convicção de que a investigação com os grandes primatas beneficiaria o estudo da evolução humana. Apresentou-lhe o trabalho de Jane Goodall com os chimpanzés, na altura ainda no início, mas que se veio a revelar tão importante como o de Dian Fossey com os gorilas ou o de Biruté Galdikas com os orangotangos, alguns anos mais tarde.
Foi também Leakey que desafiou Dian Fossey a fazer o estudo de longa duração com gorilas que se iniciou em 1966. O objectivo era estudar os gorilas-das-montanhas que viviam nas Montanhas Virunga, uma cordilheira composta por oito vulcões localizada entre a República Democrática do Congo (antigo Zaire) e o Ruanda, países com um relevante historial de conflitos armados e caçadores furtivos.
Com o tempo, a primatóloga aprendeu a seguir as pistas deixadas pelos gorilas. Começou por observá-los à distância, porque eles fugiam sempre que ela se aproximava. Utilizando as técnicas que George Schaller sugeria, graças à investigação que tinha desenvolvido, foi compreendendo os comportamentos e ganhando a confiança dos gorilas. As fotografias da National Geographic mostrando Dian Fossey entre os gorilas tornaram-na conhecida e mostraram uma desconhecida faceta dócil deste animal.
À medida que aprofundava os estudos sobre estes primatas, cada vez se preocupava mais com a ameaça que os caçadores furtivos e os agricultores constituíam para esta espécie. Enquanto se sentia cada vez mais aceite entre os grupos de gorilas, era cada vez mais indesejada junto das populações humanas.
Formou e equipou, com o seu dinheiro, uma equipa de guardas para garantir a segurança dos gorilas-das-montanhas, destruiu inúmeras armadilhas, mas a sua luta intensificou-se depois da morte de Digit um gorila macho de cinco anos com quem tinha estabelecido um laço especial. Nessa altura criou o Fundo Digit (agora Dian Fossey Gorilla Fund International) e lançou campanhas de conservação, alertando a população mundial para o que acontecia naquela região do globo.

Morreu assassinada no final de 1985 mas o seu legado ficou: a investigação realizada, o fundo para a conservação dos gorilas com o seu nome, o livro que escreveu – “Gorilas na bruma” – publicado em 1983 e o filme com o mesmo nome que estreou em 1988. Jaz, nas Montanhas Virunga, ao lado do seu amigo Digit.



"Quando nos apercebemos do valor da vida, preocupamo-nos menos com o que é passado e concentramo-nos mais em preservar o futuro." Foi a última anotação encontrada no seu diário...


Natal no Reino Animal

Manter animais saudáveis, activos e com comportamentos naturais exige muita dedicação e trabalho. Para além de uma dieta adequada e os cuidados veterinários necessários, o bem-estar animal depende em grande parte das oportunidades que têm para executar os comportamentos naturais próprios da sua espécie. Um tigre marcar o seu território, uma suricata escavar no solo, uma chita correr velozmente para caçar uma presa, um elefante usar o peso da tromba para quebrar um tronco ou qualquer outro obstáculo, entre tantos outros. Para estimular o desenvolvimento de comportamentos naturais nos animais implementam-se programas de enriquecimento ambiental que asseguram reacções naturais, adequadas à espécie. Assim, os animais mantêm-se activos, saudáveis e em condições de bem-estar dando continuidade à sua espécie através da reprodução.
Este Natal, quisemos proporcionar aos animais do Jardim Zoológico, experiências diferentes de enriquecimento ambiental e foi um sucesso! Vê o vídeo e observa a natureza a acontecer."





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O nosso animal do mês é… a Suricata (Suricata suricatta)

Habitantes das regiões áridas do Botswana, África do Sul, Lesoto e no deserto do Kalahari na Namíbia, estes pequenos carnívoros com menos de 30 cm e menos de 1 kg de peso, fazem as delícias de quem os observa.

Muitas são as adaptações ao ambiente árido em que vivem, mas podemos destacar a máscara escura em torno dos olhos que os protege do brilho do sol, e as pupilas horizontais longas que lhe garantem uma visão ampla, e a membrana ocular que protege os seus olhos da areia enquanto escava os seus túneis.

A atividade diária é intensa e gerida de forma comunitária. À noite, descansam juntos na toca subterrânea e de manhã cedo emergem para a superfície. Durante o dia o grupo procura alimento em conjunto e procura abrigo no pico do calor numa zona de sombra. O seu repertório de comportamento é vasto e inclui, banhos de sol pela manhã, procura de alimento, descanso junto à entrada da toca, vigilância, marcação de território, brincadeira, entre outras tarefas. Um dia na vida de uma suricata é um dia agitado.

Estes pequenos herpestídeos, o grupo de mamíferos a que pertence esta espécie, são verdadeiros arquitectos, os abrigos subterrâneos que constroem, não são apenas tocas. São verdadeiras obras de arquitectura, tratam-se de sistemas de túneis e câmaras que utilizam para diversos fins. Sabe-se por exemplo, que esta espécie tende a definir as divisões das suas casas, sobretudo a casa de banho, é comum defecarem e urinarem sempre numa das câmaras!

No Jardim Zoológico, a instalação naturalista da espécie, tem vindo a proporcionar momentos divertidos a todos os visitantes que desta forma podem observar de perto a atividade diária das Suricatas.

Atualmente classificada como Pouco Preocupante pela UICN, a União Internacional para a Conservação da Natureza, a sua distribuição é ampla e a espécie não apresenta fatores de ameaça sérios. A população total na natureza depende das condições do habitat e de futuras alterações que possam prejudicar o atual equilíbrio.


Podes visitar esta colónia de Suricatas que anualmente nos orgulha com novas crias e conhecer os seus hábitos enquanto contribuis com a tua visita para o fundo de Conservação do Jardim Zoológico e apoias esta e tantas outras espécies na sua luta pela sobrevivência.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

As minhas resoluções para 2014…


  • Este ano vou separar sempre o lixo: vou colocar o papel e cartão num balde, as embalagens de plástico noutro, o vidro num terceiro balde e o lixo orgânico noutro.
  • Este ano vou gastar menos água: vou fechar a torneira enquanto escovo os dentes, enquanto lavo as mãos, quando uso um chafariz, enquanto lavo a loiça, ou seja lá o que for. Só vou deixar cair a água que precisar mesmo!
  • Este ano vou poupar energia: vou desligar a televisão e a playstation da tomada sempre que não as estiver a usar; vou desligar da tomada o telemóvel e o tablet assim que a bateria estiver carregada; vou desligar a luz sempre que sair de uma divisão.
  • Este ano vou poluir menos: vou reutilizar os sacos de plástico e vou usar sacos de pano; vou reciclar o óleo alimentar no oleão; vou andar mais vezes de bicicleta e a pé em vez de ir sempre de carro; claro que não vou deitar nada, mas mesmo nada para o chão ou para qualquer outro sítio que não seja o caixote de lixo certo.
  • Este ano vou ser um consumidor responsável: vou comer menos vezes carne, e vou sobretudo comprar e comer produtos da época e produtos locais ou pelo menos produtos portugueses.
  • Este ano vou influenciar a minha família e os meus amigos a serem mais amigos do ambiente.
  • Este ano vou fazer a minha parte para o bem do nosso planeta, dos nossos animais e da Natureza!
Orangotango-de-sumatra
Sabias que as nossas escolhas de hoje vão determinar que espécies de animais e plantas vão sobreviver? Se tivesses o poder de mudar o mundo, não o usavas? Junta-te a mim!