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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Traço a traço com Eduardo Salavisa

O desenho é uma arte que melhora a capacidade de observação, potencia os sentidos e aumenta a autoestima. E, para explorar os 5 sentidos, não há melhor do que o Jardim Zoológico, um local repleto de cores, sons de diferentes animais, objetos e texturas diferentes.


A decorrer no primeiro fim de semana de cada mês, a próxima sessão é já no dia 10 de janeiro. As sessões são dirigidas a todas as pessoas, de todas as idades, com ou sem experiência na arte do desenho. Acima de tudo, o objetivo é a diversão e 3 horas muito bem passadas (das 10h às 13h).


Os animais que vivem no parque representam um desafio estimulante, pois permitem a utilização de técnicas diferentes e farão com que os desenhos sejam bem divertidos.



Eduardo Salavisa, desenhador do quotidiano, conhecido pelos seus Diários Gráficos tem trabalhos publicados em revistas conceituadas e é também autor de vários livros.


Vem explorar o teu lado artístico no Jardim Zoológico, podes inscrever-te aqui.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O Centro Pedagógico deseja a todos os leitores um Santo e inspirador Natal!


Já que estamos no Natal, falemos de renas...


A Rena (Rangifer tarandus) é um cervídeo de grande porte, encontrado na América do Norte, na Europa e Ásia do Norte e na Gronelândia.
Sempre que o verão se aproxima, as manadas de renas migram para norte. Os machos podem medir até 215 cm de altura e pesar cerca de 170 kg.
As renas domésticas são habitualmente mais baixas e mais pesadas. Tanto os machos como as fêmeas possuem hastes, mas conseguimos perfeitamente distinguir os géneros pelo tamanho não só das hastes que são muito maiores nos machos como pelo seu porte e altura, as fêmeas são sempre mais pequenas.
Os cascos das renas são únicos porque se conseguem adaptar às condições meteorológicas sazonais. No verão, quando o terreno é mais macio, os fundos dos cascos das renas funcionam como esponjas para fornecer tração. No inverno, as extremidades dos cascos ficam salientes, o que lhes permite perfurar o gelo e evitar que escorreguem. Durante o inverno, as renas chegam mesmo a utilizar os cascos para escavarem as profundas camadas de neve para procurarem um dos seus alimentos favoritos, os líquenes.

Sabia que as renas têm sentidos apuradíssimos? A neve reflecte cerca de 90% dos raios UV e estes animais conseguem ver claramente com pouca luz e em ambientes muito brancos, onde os objectos se confundem com a paisagem pois conseguem ver os raios ultravioleta.

O olfato é outra ferramenta importante para encontrarem alimento debaixo da neve, daí o seu ser também mais apurado.
Por todas estas características foram domesticadas pelos povos do ártico sendo essenciais para a sua sobrevivência pois fornecem leite, carne, peles para a confeção de vestuário e ainda usam a sua força para puxar os trenós.

Sabia que a lenda do trenó do Pai Natal puxado por 8 renas tem origem na mitologia nórdica?

Durante as festividades do Solstício de inverno (Jul ou Yule) que se celebra entre 21 e 31 de dezembro, O Deus Odin viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam as suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. 
Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza, daqui vem a tradicional bota pendurada na chaminé. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e o barbudo Odin acabou transformado no simpático Pai Natal. Até hoje existe uma estátua de Odin (ou Thor) na Noruega, que a Igreja acabou por transformar na estátua de "São Nicolau".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TAPADA DO LINCE-IBÉRICO

O felino mais ameaçado do mundo, o Lince-ibérico (lynx pardinus)

Gamma e Azahar chegaram ao Jardim Zoológico no mesmo dia, a 2 de dezembro de 2014. À sua espera tinham "aposentos" concebidos de propósito para eles. Na "Tapada do Lince-ibérico" tudo foi pensado para que se sentissem em casa. Estão numa zona mais recatada do Zoo, de modo a usufruírem de uma certa tranquilidade, rodeados por flora mediterrânica, zambujeiros, carvalhos e plantas aromáticas.
À sua disposição têm muitos locais de sombra, múltiplos esconderijos, para se poderem ocultar sempre que desejarem, e plataformas elevadas nos troncos e nas copas das árvores, para treparem e verem o mundo do alto, como gostam.  Cuidados diários, alimentação, hábitos e comportamentos, assim como acompanhamento médico, são assegurados, tudo de acordo com as normas em vigor para esta espécie.

Gamma, o macho, gosta de ficar a deambular no solo. Azahar, a fêmea, prefere as copas das árvores. São exemplo de que a personalidade difere mesmo em animais pertencentes à mesma espécie. Estes Linces-ibéricos são o rosto da espécie que tanta tinta tem feito correr, desde a famosa campanha da Serra da Malcata, dos anos 1970, à atual reintrodução do Lince-ibérico em Mértola.






Para muitos, estes dois exemplares-embaixadores serão o primeiro contacto com esta espécie. E foi precisamente essa a função que o Jardim Zoológico assumiu ao recebê-los: sensibilizar a população portuguesa para a causa do Lince-ibérico, oferecer aos visitantes a possibilidade de conhecer e criar laços emocionais com a espécie. Apenas voltará a existir entre nós, se for aceite e respeitada.

Pretende-se que esta proximidade contribua para reduzir alguns comportamentos que põem a espécie em risco, como a caça ilegal, a alteração de práticas de controlo de outras espécies (que poderão causar danos colaterais, como envenenamentos, por exemplo) e a destruição do habitat, e que promova a aceitação destes animais por parte das populações, uma vez que o plano de reintrodução do Lince-ibérico na Natureza já começou a ser posto em prática. 


Quem são estes dois linces-ibéricos? Como chegaram ao Jardim Zoológico? 


Vieram ambos do Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI), em Silves, e têm em comum o facto de não estarem aptos para reprodução e de não poderem ser reintroduzidos na Natureza, por questões médicas. Foi por esse motivo que o CNRLI se dispôs a cedê-los, assim, mesmo não conseguindo reproduzir-se, podem começar uma não menos importante missão: a de embaixadores da espécie, o Lince-ibérico.

O Jardim Zoológico «candidatou-se, então, a recebê-los, projetando as novas instalações e custeando totalmente as despesas inerentes à sua vinda», refere José Dias Ferreira, curador dos mamíferos. Como resultado da colaboração entre o Jardim Zoológico, o CNRLI, o ICNF, a Junta de Andaluzia e as autoridades nacionais e espanholas, Azahar e Gamma passeiam-se hoje perto de nós.

Curiosidades sobre o lince-ibérico

















A ilustração que venceu foi:



Parabéns Francisco Amorim, o teu desenho é o que melhor ilustra o conto "O Natal da Bocas" por isso ganhaste um dia temático no ATL de Natal do Zoo.

Os nossos campos de férias de Natal começaram no dia 15 de dezembro e têm sido muito divertidos.
Sabias que ainda podes ser um Embaixador da Natureza nestas férias? O ATL  do Zoo (6 aos 16 anos) e os Ateliers de férias (3 aos 5 anos) só terminam no dia 2 de janeiro, a inscrição poderá ser feita aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Eles já chegaram!

Azahar e Gamma
É o felino mais ameaçado do Mundo e o carnívoro mais ameaçado da Europa. A IUCN, a União Internacional para a Conservação da Natureza, classifica-o como Criticamente Em Perigo, o nível que antecede a Extinção na Natureza!

O casal de linces Katmandu e Jacarandá foram os dois primeiros a ser reintroduzidos perto de Mértola, momento que assinalou o início da reintrodução da espécie em Portugal com vista à reversão da situação de extinção em que se encontram estes felinos.  Prevê-se a reintrodução de pelo menos mais oito indivíduos desta espécie em Portugal. Não se admire se por estradas alentejanas vir um novo sinal de trânsito que alerta para a possível presença destes animais, afinal o atropelamento é uma das suas principais ameaças em terras espanholas vizinhas.
Mas outro casal desta espécie mudou de morada, de Silves para Lisboa. A Azahar e o Gamma poderão ser visitados por si já a partir de amanhã à tarde na "Tapada do Lince-ibérico" do Jardim Zoológico.

Poderá também perceber como tudo aconteceu vendo esta Grande reportagem "O alvorecer do Lince-ibérico em Portugal".

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...(parte IV)


Então já adivinhou? Não? Com estas pistas vai ficar mais fácil!

São três as características que me distinguem de todos os outros animais do meu habitat:

1. No focinho tenho patilhas de pelo branco e negro

2. Na ponta de cada orelha tenho pelos rígidos negros em forma de pincel

3. A minha cauda é muito curta e com pelos negros na extremidade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...(parte III)

    
Sou o carnívoro mais ameaçado da Europa. 
Os desafios que enfrento são muitos e incluem por exemplo atravessar estradas construídas pelo Homem, florestas de eucalipto, poços e armadilhas que muitas vezes são fatais. Esta é uma das razões que faz com que em cada ninhada, geralmente de duas a quatro crias, apenas uma ou duas sobrevive até à independência. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar... (parte II)

Sou o felino mais ameaçado do Mundo.

No verão, protejo-me do calor e estou muito pouco ativo durante o dia. Nós os adultos, somos animais crepusculares e noturnos, tal como a nossa presa principal: o coelho-bravo.
Geralmente, as crias da minha espécie nascem na primavera, em março e abril. E no outono do ano seguinte, enfrentam um grande desafio à sua sobrevivência, é a fase de dispersão. É tempo de deixar a progenitora e partir em busca de território próprio.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...

Este Natal é só surpresas no Jardim Zoológico!

Estão a chegar novidades fresquinhas, mas só no dia 18 de Dezembro poderemos revelar. Até lá vamos deixando algumas pistas, vamos lá ver se o leitor adivinha quem serão os novos habitantes do Zoo. 
Não sou muito grande, não ultrapasso os 14 kg de peso e 1 metro de comprimento, mas mesmo assim consigo manter outros predadores como raposas e sacarrabos, afastados do meu território. Azinheiras, sobreiros e mato alto são elementos que não podem faltar no meu habitat, o bosque mediterrânico.

Consigo trepar com facilidade pelos troncos das árvores e sou um ágil caçador.Aproximo-me silenciosamente, e pata ante pata aproximo-me o suficiente para saltar sobre a minha presa. Caço-a com uma mordida certeira na base do crânio.

Ainda não adivinhou? Amanhã voltamos com mais pistas. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Queres ganhar dias de férias de Natal no Zoo? - Parte II

Não teve tempo de escrever o conto? Não desanime pois ainda vai a tempo de ganhar um dia nos nossos campos de férias de Natal, no ATL (6 aos 16 anos) ou nos Ateliers (3 aos 5 anos) do Jardim Zoológico.

Agora que já conhecemos o conto vencedor, lançamos-lhe um segundo desafio, ilustrar o conto "O Natal da Bocas", mas neste desafio há uma condicionante, a ilustração terá que ser da criança que vai beneficiar do prémio.

Basta que enviem a ilustração digitalizada ou uma fotografia nítida do desenho para pedagogico@zoo.pt até ao dia 17/12/2014 não esquecendo de colocar o nome e a idade da criança.

No dia 19 de dezembro dilvugaremos o vencedor.

Fiquem atentos ao blogue que divulgará ainda muitas surpresas para este Natal.

Boa sorte!


O conto vencedor foi:


O NATAL DA BOCAS

Era Natal. Fazia tanto frio que até o pequeno urso polar se enroscava na sua mamã. Era normal que houvesse frio no inverno, mas este ano o frio estava a deixar os animais à beira de um ataque de nervos. Só a Bocas parecia adorar o frio que se fazia sentir. Mas porquê? Bocas era um hipopótamo. Devia gostar de calor… Isto andava a deixar os animais intrigados. Que estranho… A macaca Mimi decidiu investigar.
Mimi, munida de binóculos e com o gorro mais quentinho que tinha, roubado a um visitante incauto, começou a seguir Bocas por todo o lado quando o zoo fechava, à noite. Bocas parecia não se aperceber. Assim que o Zoo fechava Bocas abria o portão e corria desalmadamente pelo recinto. Parecia procurar qualquer coisa…ou alguém…. Mas o quê? Quem?
Mimi estava cada vez mais intrigada… Estaria a Bocas a ficar doida? Que comportamento estranho.
Isto repetia-se noite após noite…Ninguém parecia compreender o que se passava.
Na véspera de Natal a história repetiu-se, mas Bocas fez algo diferente. Depois da correria inicial saiu de uma pequena gruta escondida por trás de uns arbustos que a macaca Mimi não tinha conseguido ver com um enorme saco vermelho.
Era o saco do Pai Natal! Bocas tinha aceitado ajudar o Pai Natal a distribuir os presentes na noite de Natal pois ele sozinho não conseguia. Sempre que corria pelo Zoo queria apenas ver quanto tempo demorava a entregar todos os presentes aos animais seus amigos e nessa corrida louca não sentia o frio gélido de que todos se queixavam. O seu coração estava cheio de amor e boa vontade. Quentinho com tanto carinho! Tudo o resto não interessava.
E foi assim que Bocas conseguiu distribuir os presentes a todos os animais do Zoo enquanto a amacaca Mimi esfregava um olho… Todos receberam uma mantinha polar quentinha e uma lembrança personalizada que Bocas tinha pedido ao Pai Natal.
A macaca Mimi recebeu um espelho porque adora coisas brilhantes. A girafa Marrafa um colar de pérolas porque é muito vaidosa. A leoa Malala um voucher para um spa para descansar do trabalho que o filhote lhe dá. A suricata Mulata uma salva de prata.O crocodilo Murilo uns calções de banho para o estilo.
O Zoo rejubilava com os presentes deste ano! Bocas tinha feito deste Natal um Natal muito especial no Zoo. Todos estavam felizes!
Quem olhasse para lá nessa noite poderia observar um brilho intenso sobre o Zoo, um brilho proveniente do carinho e da felicidade de todos naquela ceia. Um brilho que espelhava o verdadeiro espírito de Natal!

Parabéns Elizabete Saragoça, ganhou um dia temático no ATL de Natal do Zoo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ABC da Natureza

Nidícola: Que vive no ninho durante algum tempo depois de nascer e até atingir determinado estádio de desenvolvimento. As aves nidícolas saem do ovo num estado relativamente pouco desenvolvido e é por isso que têm de permanecer no ninho durante esse tempo sob a dependência dos pais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pezinhos de lã

Que bem que nos soa o titulo do texto com o frio que se faz sentir, mas não, não estamos a falar de pantufas! Quando ouvimos a expressão “com pezinhos de lã”, sabemos que significa andar silenciosamente. Esta é uma das qualidades principais de qualquer predador, que se não conseguir permanecer em silêncio dificilmente consegue caçar, até porque a boa audição pode ser umas das muitas adaptações das presas.

Visto que silêncio é a palavra de ordem, vamos conhecer adaptações de alguns predadores.

Todos os felinos têm pezinhos de lã, se olharmos para as suas patas vemos que são almofadadas pois permite-lhes que se aproximem das presas sem fazer barulho. Têm ainda 4 dedos nos membros posteriores e 5 nos anteriores o que lhes permite ter mais uma garra para segurar e fixar a presa. Essas garras são também retrácteis (com exceção de algumas espécies como por ex. a Chita), o que significa que estão normalmente recolhidas e são distendidas apenas quando são necessárias, são usadas para trepar e caçar.

Existem também exímios caçadores voadores, mas o prémio para o mais silencioso vai para as corujas que possuem uma plumagem muito macia que lhes permite não só eliminar a turbulência durante o voo assim como lhes proporciona uma aproximação extremamente silenciosa à presa. Esta adaptação não está presente na maioria das espécies que caçam durante o dia ou nas espécies de aves pescadoras, é evidente que o silêncio da noite origina adaptações especiais aos animais que se encontram mais ativos no crepúsculo e durante a madrugada.


Coruja-das-neves

























Visite o Jardim Zoológico, veja ao vivo uma grande diversidade de felinos e assista ainda ao voo silencioso da Coruja-das-neves na apresentação do Bosque Encantado. Aproveite ainda para inscrever as crianças nos nossos campos de férias de Natal, quem sabe no dia "Pezinhos de lã". Mais informação aqui.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Niassa, o maravilhoso “fim do mundo” (PARTE II)

Esta é a segunta parte da entrevista ao Educador do Jardim Zoológico, Miguel Lajas, que passou cerca de um mês na Reserva Nacional do Niassa, em África, a desenvolver alguns projetos. A primeira parte encontra-se disponível na publicação anterior.

O quão importante é a Educação num local como este?
Lion Fun Days - Mbamba
Os Lion Fun Days são um evento que dura dois dias e que ocorre todos os anos desde 2009 na aldeia de Mbamba. Aqui o valor da educação é incalculável. Numa aldeia em que a grande maioria talvez não saiba ler, quando queremos passar uma mensagem temos de ser criativos e recorrer a todo o tipo de ferramentas educativas para o fazer. O grande potencial deste evento é o facto de trazer alegria e algo de diferente ao dia destas pessoas e envolver a comunidade directamente na Conservação do Niassa. No entanto, os Lion Fun Days são na minha opinião um dos muitos momentos em que a Educação é o foco principal. Numa zona onde pessoas e animais selvagens convivem diariamente, é preciso educar as populações para que esta convivência seja feita da melhor forma e sem danos para nenhum dos lados. O Niassa Lion Project tem também um papel importante aqui, desenvolvendo cartazes e mensagens alertando para os comportamentos de risco que devem ser evitados, como por exemplo, andar sozinho de noite, colocar armadilhas na floresta, dormir ao relento ou não fechar o gado em corrais próprios. A Educação acaba por ser transversal a tudo o que um Projecto de Conservação in-situ faz desde a Educação para a Conservação directa dos animais até à Educação para a saúde das populações. Demonstrar e sensibilizar a população para as consequências que uma determinada acção pode ter, envolve um trabalho educativo insubstituível!

O que retiras a nível pessoal desta experiência?
Niassa
A nível pessoal acima de tudo cresci muito e aprendi ainda mais. Aprendi que não há uma receita nem um livro de regras a seguir quando se pretende fazer Conservação. Temos de adaptar tudo a cada realidade, a cada local e por vezes a cada momento. Devemos tentar aplicar soluções para os problemas que tenham sempre em conta a cultura e crenças locais. Não vale a pena tentar impor soluções, mas antes demonstrar que existem outras formas e esperar que as pessoas queiram voluntariamente fazer parte das mesmas. Não conheço outros Projectos de Conservação in-situ na primeira pessoa, mas a acção utilizada pelo Niassa Lion Project que envolve as comunidades locais e traz valor para as mesmas por via da Conservação, faz-me acreditar que talvez este tipo de abordagem deva ser a primeira coisa a fazer-se quando se pretende preservar locais como a Reserva Nacional do Niassa.


Para saber mais sobre o Projecto Carnívoros do Niassa:


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Niassa, o maravilhoso “fim do mundo” (PARTE I)

Esta é a primeira parte da entrevista ao Educador do Jardim Zoológico, Miguel Lajas, que passou cerca de um mês na Reserva Nacional do Niassa, em África, a desenvolver alguns projetos. A segunda parte da entrevista será aqui publicada ainda durante esta semana.

Miguel, queres explicar-nos onde foi a tua viagem?
Reserva Nacional do Niassa
Olá a todos os leitores do Blogue! Voltei recentemente de Moçambique, mais precisamente da Reserva Nacional do Niassa. Esta Reserva é a maior área de Conservação de Moçambique e uma das maiores do Mundo, com uma dimensão de 42,000km2 (maior que alguns países, como a Holanda). Para além disto concentra a maior densidade de fauna selvagem em Moçambique num típico ecossistema de savana e é considerada zona “Stronghold” para os leões africanos, ou seja, é uma das poucas zonas onde a espécie tem maiores probabilidades de sobreviver por possuir uma população de mais de 1000 leões.

Qual foi o objetivo da tua viagem até à reserva do Niassa?
Como finalista do Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, tinha de escolher um local para o meu Estágio Curricular. Quando surgiu a oportunidade de fazer este estágio na Reserva, com o Niassa Lion Project, não pensei duas vezes e comecei a tratar de tudo. O principal objectivo foi sempre aprender ao máximo com este Projecto de Conservação in-situ, e com todas as pessoas que o constroem diariamente. Durante o período do estágio fomos também colhendo amostras de excrementos de leões, assim como amostras de sangue de leões e de leopardos para depois poder analisar em Lisboa e obter os dados para a minha Dissertação de Mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias destes animais.

Que tarefas desempenhaste durante a tua estadia?
Manutenção das câmaras-armadilha
Durante a estadia na Reserva a rotina normal incluía acordar por volta das 4h da manhã (com o nascer do Sol) e preparar tudo para sair do acampamento o quanto antes de modo a evitar as horas em que o Sol está mais forte. A maior parte dos dias acompanhei o Euzébio e o Samuel, no seu trabalho de manutenção das câmaras-armadilha que estão estrategicamente colocadas, com o objectivo de obter fotografias dos animais que ali passam, pois são acionadas sempre que detectam movimento. O nosso trabalho era retirar os cartões de memória para descarregar todas as fotos para o computador e ainda trocar as pilhas das câmaras. É uma forma de ter a noção do número de animais e de espécies que podem passar num só local. Quase como abrir uma janela para o Niassa e ver o que se passa na nossa ausência.
Para além disso, nestas deslocações era frequente subirmos algumas montanhas de modo a poder localizar os leões que tinham coleiras-rádio através da antena que emitia sons cada vez mais fortes quanto mais perto nos encontrávamos dos leões.
Em determinadas alturas era comum abandonar o carro para podermos seguir a pé com o objectivo de encontrar os excrementos dos leões que eu depois iria analisar no local e em Portugal.
Localização de Leões
Para além destas tarefas, a minha estadia coincidiu com a realização dos Lion Fun Days na aldeia de Mbamba. Desta forma, enquanto Educador do Jardim Zoológico, acabei por participar na organização dos Lion Fun Days criando máscaras, desenhos e estórias, sempre com o propósito de passar mensagens importantes relacionadas com a Conservação.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Queres ganhar dias de férias de Natal no Zoo?

Quem conta um conto, ganha um ponto!

Lançamos hoje um novo desafio que contará com duas edições. Cada edição deste desafio cumprida com criatividade dar-lhe-à um ponto. E agora pergunta o leitor o que ganhará com este ponto?

Um Dia Temático no ATL ou nos Ateliers de férias de Natal do Jardim Zoológico! Poderá consultar toda a informação aqui.


Não há limite de idade para concorrer, pode ser o pai, a mãe, a avó, a madrinha, o irmão mais velho qualquer pessoa que queira oferecer este presente a uma criança com idade compreendida entre os 3 e os 16 anos, ou até mesmo a própria criança poderá entrar no desafio.

O primeiro desafio consiste em escrever um conto que envolva qualquer temática relacionada com o Jardim Zoológico, podem escrever sobre animais, plantas, conservação da natureza sempre relacionando com a temática Natal.

O conto vencedor será publicado no dia 10 de dezembro e um novo desafio será lançado, há mais dias temáticos para oferecer! 

Envie o conto para pedagogico@zoo.pt até ao dia 5 de dezembro e esteja atento ao blogue. Não se esqueça de identificar o conto e de referir a idade da criança que beneficiará do prémio. O texto poderá ter até 500 palavras.

Se precisa de inspiração espreite os nossos contos da natureza aqui e venha também dar um passeio ao Jardim Zoológico!

Boa sorte!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Que frio!

O outono chegou e com ele o tempo frio e chuvoso! Mas também traz consigo algumas delícias como as castanhas assadas cujo aroma já se sente no ar e aquelas coisas boas que quando estamos com frio sabem tão bem como vestir um casaco de lã, beber um chocolate quente à lareira ou dormir enrolados na manta.

Tal como nós os animais também se adaptam ao clima mais frio, há aqueles que dormem mais, os que se tapam como nós com mantas naturais, e até os que se banham em águas quentes para se aquecerem.
Urso-pardo

Há quem se recolha e durma…

O Urso-pardo para manter a temperatura corporal precisa de muito alimento, pois é muito pesado. No inverno, é difícil obter essa energia dos alimentos e por isso entra num estado de letargia (uma espécie de hibernação). Nesta época, até os batimentos cardíacos são reduzidos ao mínimo para poupar energia!
 Nos meses mais frios o Aligátor-do-mississipi não precisa de comer. Normalmente, durante o inverno, hiberna e sobrevive à custa das reservas de gordura que acumula durante o verão. Mesmo a temperaturas negativas, consegue sobreviver, deixando só as narinas fora de água!
 Há quem festeje sempre o aniversário no verão…

A cria do Canguru-de-bennet passa por 30 dias de gestação e 280 dias dentro da bolsa marsupial. Mas, quando as progenitoras acasalam no fim da época reprodutiva só nascem 8 meses depois, na época seguinte. Ficam em latência embrionária por haver pouca disponibilidade de alimento!

Há também aqueles que têm mantas naturais…

O Leopardo-das-neves tem pelo denso e espesso, e cauda muito longa (pode chegar a 1m), que usa para aumentar a temperatura corporal como um cachecol. No focinho curto a cavidade nasal é larga, permitindo que o ar que respira seja aquecido antes de continuar pelas vias respiratórias.

O Camelo vive num local onde as temperaturas variam entre os -29ºC e os 38ºC. No inverno, conta com o seu pelo denso, espesso e comprido para se aquecer. As sobrancelhas são espessas, as pestanas duplas, e conseguem  fechar firmemente as narinas e os lábios! Estas adaptações são uma grande proteção face às tempestades de areia que frequentemente enfrentam.

Bisonte-americano
Macaco-do-japão
O Bisonte-americano ganha uma manta. No inverno cresce uma pelagem espessa e comprida. O comprimento do pelo de um macho adulto chega aos 40 cm na cabeça, 25 cm nos membros anteriores, e 20 cm nos quartos traseiros!

Ainda há os que preferem ir a banhos quentes…

O Macaco-do-japão tem de suportar temperaturas de –15ºC no inverno. Nessa altura, a sua pelagem fica muito densa e forte. Alguns utilizam as águas termais quentes do habitat para manterem a sua temperatura corporal.

Aproveita o sol do S. Martinho para visitar estes e outros animais no Jardim Zoológico!


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ABC da Natureza

Bioma: Comunidade biológica particular (plantas, animais) que habita numa grande área natural partilhando as mesmas condições climáticas (por exemplo: savana, deserto, tundra, etc).

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Halloween- um outro olhar…

Ao contrário do que se pensa o Halloween não nasceu nos Estados Unidos, tal como todas as festas e feriados religiosos, tem origem nos paganismos europeus, que têm sempre animais simbólicos associados às festividades.

O nome Halloween deriva de Hallow´s Eve, a noite que antecede o dia de todos os santos, ou dia dos mortos como também é conhecido. Neste dia os pagãos acreditavam que os portais entre este mundo e o mundo das almas se abria, daí o pão por Deus ou bolo das almas que as crianças pedem de porta em porta em troca de uma oração pelos entes queridos que já se foram, mas ainda existe uma origem mais remota deste dia que para os celtas significava o início do ano novo, no Samahin, dia 31 de outubro fecha-se a roda do ano e dia 1 de novembro inicia-se um novo ano.

Quando pensamos em Halooween os animais de que nos lembramos são os gatos, aranhas, morcegos e corujas. E não é por acaso que qualquer um deles se transformou em símbolo do Halloween.
Tanto os gatos como a maioria dos felinos, os morcegos e as corujas são animais que estão mais ativos à noite e para isso possuem determinadas características que os povos ancestrais entendiam como sendo quase “mágicas”.



Coruja-das-neves (Bubo scandiaca)


Os felinos, principalmente os gatos eram associados às bruxas, comparava-se a sua visão à clarividência e acreditava-se que as bruxas à noite se transformavam em gatas. Estes animais são mais ativos de noite pois na escuridão as pupilas dos seus olhos abrem o mais possível e contraem-se de dia quando há luz. Quando as suas pupilas dilatam, em vez de redondas são elípticas. O tamanho do olho também é muito maior que o do ser humano o que permite uma entrada de maior quantidade de luz que por sua vez será refletida como num espelho, daí estes animais verem tão bem de noite e os seus olhos serem tão brilhantes. Além disso são exímios caçadores noturnos, camuflando-se e caminhando silenciosamente sem que ninguém os ouça, daí terem as patas almofadadas.

As aranhas tecem a teia do destino, como se por magia conhecessem o futuro de cada um de nós.

Os morcegos habitam em locais húmidos e escuros, principalmente cavernas e grutas. Utilizam a ecolocalização para voarem no escuro, que se caracteriza pela localização à distância de objetos ou animais que possam ser obstáculos ao seu vôo através da emissão de vocalizações e o tempo gasto para que estas sejam emitidas, refletirem no alvo e voltarem à fonte sob a forma de eco.

A coruja é o animal com mais associações simbólicas de sempre, não é por acaso que é companheira inseparável de Harry Potter ou da Deusa grega Athena aparecendo sempre pousada em seu braço direito.

A sua visão muito mais eficaz à noite, a sua audição extremamente apurada e o seu vôo completamente silencioso tornam-na numa exímia caçadora noturna e símbolo de sabedoria e de faculdades mediúnicas como a clarividência e clariaudiência, daí ser sempre a companheira predileta dos magos e feiticeiros auxiliando-os a ver o invisível.

Porque não aproveita o Halloween para vir ao Zoo conhecer a nossa Coruja-das-neves ou a nossa Coruja-do-mato-tropical?

Na compra de dois bilhetes de adulto as crianças mascaradas ganham uma entrada gratuita e sempre poderá assistir aos nossos enriquecimentos ambientais temáticos, feitos com abóboras. Poderá consultar os horários aqui:  


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Jardim Zoológico participou no Dia do Galardão Bandeiras Verdes 2014

O Jardim Zoológico esteve presente no Dia do Galardão Bandeiras Verdes - Eco-Escolas que decorreu no dia 15 de Outubro de 2014, no Pavilhão Desportivo Municipal de Vila Nova de Gaia (Oliveira do Douro). Este evento é uma iniciativa da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) que tem como objetivo premiar o trabalho desenvolvido pelas escolas no âmbito da Educação Ambiental e/ou da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
 Nesta cerimónia, marcaram presença cerca de 4000 pessoas, entre alunos, professores e outros convidados e foram entregues 1100 bandeiras verdes Eco-Escolas dispersas por 199 municípios do país.
Para além da cerimónia de entrega dos galardões às escolas, do programa fizeram ainda parte ateliers, jogos, exposições e actividades diversas, no âmbito da educação ambiental. Pelo stand do Jardim Zoológico passaram vários professores e alunos que tiveram a oportunidade de descobrir um pouco mais sobre a importante missão do Jardim Zoológico na conservação da biodiversidade e ainda sobre os programas educativos desenvolvidos pelo Centro Pedagógico.


O Jardim Zoológico colocou ao dispor dos participantes vários materiais zoológicos educativos, oferecendo assim uma nova experiência a quem passou pelo nosso stand.


Para saber mais sobre esta iniciativa, visitar o site: http://www.abae.pt

sábado, 18 de outubro de 2014

O Jardim Zoológico no GREENFEST!

O Jardim Zoológico em parceria com a Microsoft Educação marcou presença na 7ª edição do GREENFEST que teve como tema a "Educação para a sustentabilidade".
O evento teve lugar no Centro de Congressos do Estoril entre os dias 9 e 12 de Outubro. Este é o maior evento de sustentabilidade do país e celebra anualmente o que de melhor se faz ao nível da sustentabilidade nas vertentes ambiental, social e económica. No GREENFEST estão presentes empresas, autarquias e cidadãos que se preocupam com o futuro. A convite da Microsoft Educação, o Centro Pedagógico foi dinamizar um dos espaços com o seu mais recente programa educativo, o Kids Experience @ ZOO. O stand, localizado na Kids Zone, era composto por um ecrã táctil cedido pela Promethean, os nossos computadores Magalhães, materiais zoológicos e ainda uma XBOX ONE com um jogo cujo objetivo é criar e gerir um Jardim Zoológico, o ZOO Tycoon.
Nos dois primeiros dias do evento, o público foi essencialmente escolar e foram dinamizadas várias sessões do programa Kids Experience @ ZOO. 
No fim-de-semana passaram pelo stand inúmeras famílias e enquanto os mais novos exploraram algumas apps (como o FreshPaint ou o OneNote) nos computadores Magalhães e no ecrã táctil da Promethean, os mais velhos deliciavam-se com os materiais zoológicos e com os vídeos dos animais do zoo que passaram no ecrã.

Queremos desde já agradecer à Microsoft pelo convite e à Promethean pelo fantástico ActivPanel Touch que nos disponibilizou. No próximo ano há mais! 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Parabéns Yuky!






O Yuky já fez 1 ano de vida!

Ouve muito bem, farta-se de vocalizar e adora nadar ao lado da mãe. E que bem que nada!
Até aos 6 meses foi amamentado exclusivamente pela sua mãe e a partir daí começou também a comer peixe, apesar de ainda mamar, portanto já percebeste que o Yuky é um mamífero.

É alegre, muito ativo e adora brincar com bolas na lagoa onde vive.

Com estas características podíamos estar a falar de uma criança não é verdade?

Mas não, estamos a falar da nossa cria de Golfinho-roaz, também conhecido por Golfinho-bico-de-garrafa ou Roaz-corvineiro. Facilmente percebemos a  origem do nome bico de garrafa, basta olharmos para a forma como termina o seu focinho; Roaz-corvineiro porque tem por hábito roer as redes de pesca em busca de alimento, parece que as corvinas são dos seus peixes prediletos.

Podemos avistá-los aqui em Portugal quando dão os seus surpreendentes saltos no estuário do Sado, mas nem sempre é garantido que os consigamos ver, no Jardim Zoológico podemos com toda a certeza visitá-los na Baía dos Golfinhos e na Casa da Lagoa onde vive o Yuky, o feliz aniversariante que hoje completa 1 ano de muita saúde e vivacidade.

Preparámos esta surpresa para os nossos leitores que ainda não conhecem o Yuky, mas não há nada como vir conhecê-lo ao vivo! 

sábado, 4 de outubro de 2014

4 de outubro – Dia do Animal

Gorila-ocidental-das-terras-baixas -
 Criticamente em Perigo
É cada vez mais emergente uma política de educação ambiental que opere mudanças a nível de valores e atitudes nas gerações vindouras.
Não é raro que espécies consideradas apenas vulneráveis ou quase ameaçadas caminhem em passos largos para um estatuto de criticamente em perigo ou quase extinto na natureza, assistimos a estas mudanças de uma forma assustadoramente rápida e há que fazer algo para travar este processo.
A visão ecocêntrica em relação à vida e ao planeta terra impõe-se, pois todas as formas de vida e ambientes que permitem a sua existência devem ser igualmente valorizados. A ausência de um tipo de predador ou de algum tipo de presa favorece a morte de algumas espécies ou a superpopulação de outras. Um exemplo disso é a diminuição na população de anfíbios que num ecossistema facilita que a população de mosquitos e outros insetos se multiplique prejudicando a agricultura e a qualidade de vida de outros animais e até mesmo das pessoas.
Órix-de-cimitarra -
 Extinto na natureza
Este é sempre um assunto delicado que envolve interesses económicos e que infelizmente leva a que os governos priorizem a exploração irresponsável dos recursos naturais; a falta de políticas de desenvolvimento sustentável acaba por permitir que muitas espécies desapareçam através por exemplo da desflorestação descontrolada.

Existem muitas causas naturais que também provocam a extinção, mas aí a própria natureza  restaura o equilíbrio nos ecossitemas através de processos de seleção natural em que espécies evoluem adaptando-se ao meio substituindo outras que naturalmente desaparecem, mas o que mais ameaça a biodiversidade é o Homem e o desequilíbrio provocado pelas suas ações irresponsáveis  que dificilmente a natureza conseguirá restaurar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Quando um animal tem que deixar o Zoo!


No âmbito do programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas (EEP), o Jardim Zoológico enviou um Hipopótamo (Hippopotamus amphibius), para o Zoo de Turim. A troca de animais entre zoos é realizada mediante determinadas normas definidas por entidades como a EAZA - Associação Europeia de Zoos e Aquários. Neste caso como o Zoo de Turim não tinha nenhum macho e tinha essa necessidade, depois de avaliação por parte do coordenador do Programa que se situa no Zoo de Ostrava, na República Checa, foi autorizada a transferência para o Zoo italiano.

Nascido no Jardim Zoológico em 2011, o hipopótamo José Maria está quase a atingir a maturidade sexual, pelo que este é o momento indicado para iniciar uma nova etapa. Entre os herbívoros, este é o processo natural, pois podem surgir conflitos quando existem dois machos adultos. 

Os preparativos para a viagem começaram algumas semanas antes e passaram por treinar o José Maria para entrar na caixa onde viria a ser transportado. Esta caixa de transporte foi construída especialmente para o José Maria, tendo em conta as suas dimensões.

A equipa do Jardim Zoológico percorreu 2.100 km para acompanhar o animal e a sua integração na nova instalação em Turim. Ao longo do trajecto, que durou 33 horas, foram realizadas várias paragens com procedimentos de segurança e vigilância médica.

Como o hipopótamo é um animal muito habituado a água, o José Maria foi borrifado várias vezes durante a viagem, sendo que no transporte foram incluídos contentores e uma bomba própria para molhar o animal.

O hipopótamo José Maria encontra-se, agora, em fase de adaptação no Zoo de Turim e, em breve, será colocado em contacto com os outros animais do parque.

A deslocação dos animais pode ser feita por vários tipos de transporte(aéreo, terrestre ou marítimo), sendo considerados diversos aspectos, tais como o tamanho do animal ou o destino. O Jardim Zoológico costuma organizar transportes terrestres para os quais é estabelecida uma rota rigorosa de forma a rentabilizar, para entregas e recolhas de animais, de forma a rentabilizar o tempo e o transporte, reduzindo ao mínimo possível o tempo que cada animal passa dentro da caixa transportadora, o que aumenta o sucesso do próprio transporte. 

Desde 2006, o Jardim Zoológico já realizou 23 transportes de 174 animais com mais 83.084 km percorridos, o que equivalente a mais de 100 dias de viagem.

(Re) Visite o Jardim Zoológico e contribua para um projecto global de conservação!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O Homem e os animais no planeta Terra


A vida na Terra terá surgido há 3400 milhões de anos atrás a partir de partículas de água. A Natureza seguiu o seu curso e moléculas como o ADN, originaram seres cada vez mais complexos. O planeta Terra é a casa de milhões de espécies diferentes de plantas e animais…

O Reino Animal representa um enorme conjunto de formas diferentes de vida. Distinguem-se individualmente pela sua forma, tamanho, comportamento, habitat entre tantas outras características específicas. Mas o objetivo de vida de todos eles é o mesmo: cumprir o seu ciclo de vida. Cada espécie tem o seu próprio ciclo de vida, que se repete de geração em geração. Ou seja, manter-se vivo o tempo suficiente para se reproduzir e originar descendência antes de finalmente morrer. Por outras palavras, garantir a sobrevivência da sua espécie. Mas quando este ciclo é quebrado, o que acontece? O número de animais daquela espécie vai inevitavelmente diminuir.

Mas porque razão é que os animais estão em perigo? Sobretudo porque o Homem está a destruir os seus habitats, a polui-los, a alterar o clima do planeta, a abater animais que vivem na natureza e a caçá-los. Em ultima análise, o que interrompe o ciclo de vida da maioria das espécies é o Homem.

A presença do Homem influencia diretamente o ambiente em que se insere. Infelizmente grande parte do impacto da ação humana é destrutiva e tem sido devastadora para a conservação da Natureza, e numa escala global, para o planeta. O Homem é a principal ameaça à sobrevivência das espécies e o principal responsável pela diminuição avassaladora da Biodiversidade do Planeta.

Estima-se que 1 em cada 4 espécies de mamíferos, 1 em cada 8 espécies de aves e 1 em cada 3 espécies de anfíbios estão em risco de extinção. Todos os anos desaparecem da Terra animais extraordinários, extinguem-se. E a extinção é para sempre!

Sabia que o comércio ilegal de espécies é o 2º negócio ilegal que envolve mais dinheiro? E que a cada segundo, 6000 m2 de floresta tropical húmida é desflorestada?

O momento é crítico e todos temos um papel a desempenhar, uma missão a cumprir diariamente. É muito simples, se não quiser pesquisar sobre o que pode fazer, basta lembrar-se de consumir menos e consumir melhor. Reduzir, reutilizar e reciclar são mesmo os pilares para a conservação do planeta.

A consequência da perda da biodiversidade, da destruição dos habitats, das alterações climáticas e da resultante extinção de inúmeras espécies animais e vegetais é devastadora para a sustentabilidade do planeta e para a sobrevivência da própria espécie humana. A Terra é um enorme ecossistema em que tudo está interligado e cada um afeta o todo. Um ecossistema é exatamente isso, um conjunto de fatores que atuam em simultâneo numa determinada região. Ou seja, a alteração de um só elemento do ecossistema causa modificações e pode levar ao desequilíbrio desse ecossistema.

É urgente agir! Todos precisamos de assumir a nossa parte individual e cada um de nós contribuir para o equilíbrio e não para o desequilíbrio dos ecossistemas.