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sexta-feira, 26 de abril de 2013

SAVE THE FROGS DAY – 27 de abril de 2013

Sabias que...

Há espécies de rãs que podem saltar em comprimento 20 vezes o seu tamanho?

Algumas rãs e salamandras têm línguas que medem 10 vezes mais que o comprimento do seu corpo?

Todas as espécies de anfíbios produzem toxinas na sua pele? Mas enquanto algumas podem ser mortais outras apenas tornam o seu gosto desagradável.

Em vez de beberem água, os anfíbios absorvem-na pela pele? Imagina o que acontece se a água dos rios onde vivem estiver poluída.


Sabias que …

Já existem anfíbios no planeta Terra há cerca de 360 milhões de anos? Foram os primeiros vertebrados terrestres.

Os anfíbios são a classe de animais mais ameaçada do mundo?

Desde o ano 1980 mais de 120 espécies de anfíbios se extinguiram da natureza?

Conhecem-se cerca de 5000 espécies de anfíbios e que, em breve, metade dessas espécies pode desaparecer para sempre?


Sabes quais são as principais ameaças à sobrevivência dos anfíbios?

                   alteração e destruição do habitat;
                   poluição (da água e do ar);
                   introdução de espécies exóticas;
                   alterações climáticas (aumento do clima e das radiações ultravioleta);
                   captura ilegal (para animais de companhia, alimentação humana e medicina tradicional);
                   doenças (como a quitridiomicose)

 
DESAFIO: Cria uma campanha para salvar os anfíbios.
Pode ser um cartaz, um vídeo, um teatro, etc., em que mostres às pessoas que os anfíbios são animais fantásticos e que podem estar em risco de desaparecer para sempre.
Podes falar em especial sobre as espécies de anfíbios que existem em Portugal.
Ficamos à espera que nos envies a tua campanha.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia da Terra


Caros Amigos,

Escrevo-vos esta carta porque me encontro muito doente e preciso da vossa ajuda.
Apesar de já ter muitos anos, a idade não me pesa, mas tenho uma quantidade de organismos que vivem alojados no meu corpo, que me exploram, me destroem e que aos poucos me vão matando.
Como é que eles não percebem que, quando eu morrer, eles morrem também?
Sofro de asma, mal consigo respirar. Os meus pulmões verdes são constantemente destruídos, cortados, queimados, substituídos por umas próteses que mal remedeiam a minha situação.
Sofro de inúmeras alergias, obrigado a respirar e a contactar com todo o tipo de poluentes gasosos, líquidos ou sólidos.

Sofro de gangrena. Há medida que os parasitas vão explorando descontroladamente partes do meu corpo não consigo cicatrizar nem regenerar. Feridas expostas à ação dos elementos, da erosão e da destruição.
Sofro de infeções profundas. Estes parasitas conseguem descontrolar a vida e o crescimento de todos os organismos que vivem pacificamente no meu corpo. Matam-nos ou levam-nos para outros lugares. Aí, os organismos que viviam em harmonia com o meu corpo ficam doentes ou ficam descontrolados, agindo como parasitas, matando, invadindo, destruindo.
Sofro de estados febris. Aqueço ao ponto de derreter um bloco de gelo e tenho calafrios que me fazem tremer o corpo todo. Transpiro tanto que provoco inundações ou fico a arfar como um tufão.
Os parasitas destroem habitats, poluem, introduzem espécies exóticas, diminuem a biodiversidade, são responsáveis pelas alterações climáticas, entre tantas outras coisas.
Eu sei que vocês são da mesma espécie destes parasitas mas acredito que sejam uma estirpe benéfica, que não quer que eu morra, que vai conseguir ajudar-me.
Conto convosco.

O vosso eterno amigo,
Planeta Terra

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Exposição: Perigo! Humanos a bordo


BI Animal

A Lusoinfo Multimédia e o Jardim Zoológico convidam todas as Escolas do 1º Ciclo a participar no passatempo “BI Animal”.
Com este passatempo pretendemos, em primeiro lugar, sensibilizar o meio escolar para a proteção da vida animal e dos ecossistemas. O objetivo é promover um trabalho de investigação, de pesquisa e de recolha de dados, sobre as espécies animais ameaçadas do Sudeste Asiático e que podemos encontrar no Jardim Zoológico de Lisboa. Os participantes são assim desafiados a criar uma ficha de identificação de um animal a partir de uma plataforma digital de trabalho, designada por BI Animal, disponível em http://www.lusoinfo.com/biAnimal/
O passatempo “BI Animal” destina-se a todas as turmas dos 3.º e 4.º anos das escolas do Ensino Básico do 1.º ciclo, públicas ou privadas.
Cada turma deve selecionar um dos animais que integram a lista de espécies ameaçadas e desenvolver um trabalho de investigação, de forma a concretizarem uma ficha de identificação na plataforma BI Animal. Cada turma deve enviar apenas uma ficha de identificação e um texto informativo, sobre o animal, desenvolvido a partir da pesquisa realizada.
Os trabalhos devem ser enviados por correio eletrónico até o dia 17 de maio para info@manualdigital.pt. Os trabalhos admitidos serão posteriormente publicados no álbum “BI Animal”, na página de Facebook do Manual Digital em http://www.facebook.com/manualdigital e a votação decorrerá até às 23h00, do dia 31 de maio.
A turma que construir o trabalho vencedor ganha bilhetes de entrada para uma visita ao Jardim Zoológico, para todos os colegas de turma, professor e auxiliar de ação educativa e 25 DVD do Manual Digital PACK Professor (incluí os 4 anos de escolaridade), com centenas de recursos educativos digitais para todas as áreas do conhecimento, incluído a área de Língua Inglesa.
Para mais informações consulte a página http://www.lusoinfo.com/biAnimal/.




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Riscas, qual a sua razão na zebra?

São vários os animais que vivem no Jardim Zoológico e que têm riscas, mas esta semana vamos falar de um animal que se alimenta de plantas, é um herbívoro, tem cascos como o cavalo ou a vaca, e tem crina, já sabes qual é?

Muito bem, é a zebra, então e alguma vez pensaste se é branca com riscas pretas ou preta com riscas brancas? Se olhares com atenção irás perceber que a barriga é branca assim a zebra é branca com riscas pretas e não o contrário.
Ora estas riscas da zebra têm uma razão de ser, como sabes as zebras são presas, e quem é que caça as zebras, são os leões? Pois até podiam ser, mas quem caça são as leoas, assim os predadores das zebras são as leoas. 
A fim de evitarem os predadores, as zebras vivem em manada. Desta forma, os predadores não conseguem perceber onde é que começa uma zebra e termina a outra, parece um animal só, pode parecer estranho, mas a verdade é que as ajuda a sobreviver!
Quando vieres conhecer a zebra ao Jardim Zoológico, vais ver que aqui ela partilha a sua casa com outro animal que se chama ?!!?!?

A pérola do Atlântico

O arquipélago da Madeira, que agrupa as ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens, é conhecido pelo seu magnífico ecossistema. Devido ao seu isolamento geográfico, muitas das espécies aqui presentes são únicas no mundo. A flora apresenta uma grande diversidade, que se distingue por uma combinação das características tropicais com as mediterrâneas, originando um mosaico vegetal extremamente rico. Muitas dessas espécies são endémicas, como o goivo-da-rocha, o dragoeiro, o loureiro ou as orquídeas-da-terra. 
Freira-da-Madeira
No entanto, grande parte da ilha é ocupada pela floresta de Laurissilva. Quanto à fauna terrestre, que contempla um grande número de endemismos, destacam-se o pombo-trocaz, o tentilhão, o bis-bis, a freira-do-bugio e a freira-da-madeira, uma das aves marinhas mais ameaçadas da Europa. No grupo dos répteis, temos a lagartixa-da-madeira e a osga-das-selvagens, endémica das ilhas Selvagens. Já nos insectos, calcula-se que 20% das espécies presentes na ilha são endémicas. Os ecossistemas costeiros também são muito diversos. De entre a fauna marinha presente, registam-se meros, sargos, bodiões, garoupas, baleias e golfinhos. Muitas vezes também é possível observar tartarugas-marinhas. Mas a espécie mais emblemática é mesmo a foca-monge-do-mediterrâneo, também conhecida como lobo-marinho. É a única espécie de foca que vive em território português, nomeadamente nas Ilhas Desertas. 
A população originária era muito numerosa, contudo, devido ao impacto negativo do Homem, actualmente a foca-monge está entre as 10 espécies de mamíferos mais ameaçados do Mundo, restando apenas 500 indivíduos. Em 1988 registavam-se somente 6 indivíduos nas Ilhas Desertas, facto que levou à criação de uma Reserva Natural neste local, em 1990. Estas medidas para a protecção da foca-monge têm levado à obtenção de resultados positivos, uma vez que, actualmente, a colónia conta com 23 indivíduos. Devido à sua posição de topo nas cadeias alimentares, a foca-monge é considerada um indicador do "estado de saúde" do ambiente marinho, pelo que se torna urgente a sua preservação, assim como do seu ecossistema.

Evolução dos Ursos – Parte 4: Registos fósseis com lacunas

Numa evolução recente a partir do urso-pardo (Ursus arctos), surge o urso-polar (Ursus maritimus), cujo pobre registo fóssil levanta algumas dúvidas, pois já foram encontrados híbridos destas duas espécies, ou seja, descendência do acasalamento de um urso-pardo com um urso-polar, que manifesta características intermédias. O urso-polar, à semelhança do que aconteceu com os géneros Agriotherium e Arctodus, tem uma dieta estritamente carnívora, mas é ainda mais especialista do que as referidas espécies extintas porque caça animais marinhos.
O registo fóssil das espécies ainda vivas do sul da Ásia é muito pobre. Acredita-se que as grandes diferenças morfológicas, a língua comprida no urso-beiçudo (Ursus ursinus) e a língua comprida e garras curvas do urso-malaio (Ursus malayanus), se devam à adaptação a novos nichos ecológicos.
Muitas divergências existem ainda em relação à evolução e classificação dos pandas. Há quem diga que o panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) está mais próximo do panda-vermelho (Ailurus fulgens), outros que está mais próximo dos ursos, e há quem o coloque numa nova subfamília (Ailuropodinae) dentro da família Ursidae.
De qualquer forma, dentro da família Ursidae, as espécies partilham algumas características: são  plantígrados, têm 5 dedos, as suas garras não são retrácteis, os membros anteriores são maiores que os posteriores, os caninos são menos pronunciados do que noutros carnívoros, e são, em geral, bons trepadores.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A pesca no estuário do Sado e o golfinho-roaz

Os ecossistemas aquáticos podem ser pequenos, como as lagoas, ou vastos, como o oceano. Existem ecossistemas aquáticos continentais (rios, lagos ou lagoas), marinhos e costeiros. Mas já pensaste na zona de transição de um rio para o mar? Nessa zona ocorre uma mistura entre a água doce do rio e a água salgada do oceano. A esta zona de transição chamamos estuário.Um estuário sofre a influência das marés, mas também das descargas de água doce oriundas de terra.
Há várias formas de estuários, determinadas não só pela forma e geologia da costa, mas também pelas características do rio e do oceano que ali se encontram (ex: baías, deltas, rias). Por exemplo, o estuário do rio Douro tem a forma de canal, enquanto que o do rio Tejo é muito mais largo. Existem diversos habitats estuarinos, como os sapais nas zonas temperadas e os mangais nas zonas tropicais.
Os estuários são geralmente regiões com muito alimento, devido aos nutrientes transportados pelas águas que vêm de terra. Assim, várias espécies aquáticas encontram aqui óptimas condições para o seu desenvolvimento e crescimento. Muitos dos peixes e marisco mais apreciados em Portugal, como o linguado, o robalo ou o choco, desovam, alimentam-se ou refugiam-se, quer ocasionalmente, quer quando juvenis, em estuários.
Os estuários têm diversos usos para o Homem, como a pesca comercial e recreativa, o transporte marítimo, o lazer, o turismo. Nem sempre os usos dos estuários pelo Homem são compatíveis com a sua conservação e com a sua continuada utilização no futuro. Alguns dos principais problemas são a poluição dos estuários pela indústria, agricultura e esgotos domésticos e a construção desordenada nas margens dos estuários. Outra fonte de conflito entre os interesses das populações humanas e a conservação dos ecossistemas estuarinos pode ser a competição pelos recursos. Pode existir um interesse do Homem na pesca de espécies que tenham um papel importante na cadeia alimentar do ecossistema e que, por isso, ponham em perigo a conservação de outras espécies delas dependentes.


Autores: Marina Laborde e Rita Gamito (Centro de Oceanografia da Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa)

A PIÓNIA QUE QUERIA SER ROSA...

… E acabou por ser chamada de Rosa-albardeira (Paeonia broteri Boiss. et Reut.) como se fosse uma rosa imperfeita, nome injusto para tamanha beleza.
As suas pétalas, que se mostram nesta altura do ano, podem ser de um rosa vivo, que contrasta com o dourado no seu interior. Uma flor de quinze centímetros, dez pétalas e incontáveis anteras carregadas de pólen.
Esta espécie, exclusivamente ibérica, gosta de viver em locais sombrios e pedregosos, junto aos bosques, em zonas de montanha.
Infelizmente é já bastante rara. As pessoas colhem-na da natureza e o seu habitat tem sido destruído por causa da exploração agrícola. Actualmente é usada tanto como planta ornamental, como em festejos religiosos. Antigamente também a usavam para fins medicinais, mas como em doses elevadas é tóxica, os espanhóis acabaram por lhe chamar Rosa-maldita.
Se encontrares uma deves sentir-te com muita sorte! Leva dela apenas as fotografias que conseguires tirar.
“vi uma rosa-albardeira / ai se eu pudesse colhia-a / mas disse-me um passarinho / que se a colhesse morria // que se a colhesse morria / pois não se dá prisioneira / meu amor, eu não sabia / que eras a rosa-albardeira” (Baile Popular Rosa-albardeira)

MAS PORQUE É QUE TENS ESSE NOME?

Há muitas espécies cujos nomes, consideramos curiosos, engraçados, o que muitas vezes não sabemos é que os nomes têm uma razão de ser.


Koala significa “o que não bebe”. Este animal durante toda a sua vida não precisa de beber água, retira toda a água de necessita das folhas de eucalipto das quais se alimenta. Ainda que possas pensar que os eucaliptos são todos iguais não é assim, existem cerca de 700 espécies eucaliptos diferentes.
As folhas de eucalipto são, para a maioria dos animais, venenosas. Mas para o koala é uma verdadeira iguaria, já que têm um aparelho digestivo à altura, que consegue degradar um alimento tão fibroso. Um koala ingere entre 200 a 500 g de folhas por dia, mas de apenas cerca de 20 espécies diferentes de eucaliptos. 

O canguru foi um animal que surpreendeu o explorador John Cook, quando chegou à Austrália, assim a primeira vez que observou este animal que só pela sua forma de locomoção o espantava, perguntou a um nativo “Que animal é aquele?” e a resposta foi dada em linguagem nativa e significava “não te percebo”, qualquer coisa do tipo “hangoroo”, ora John Cook ficou a pensar que o nome daquele animal era Canguru e daí que ainda hoje em dia, tanto em português como em inglês, este animal seja chamado de Canguru.
Também o animal terrestre mais alto tem uma história associada ao seu nome. A origem do nome “girafa” vem de Zirafa que significa “a graciosa”.
Considera-se que foi a partir deste nome que surgiu “girafa”. Curiosamente, pensava-se que estes animais eram o resultado de uma mistura entre girafa e leopardo daí que o nome científico da sua espécie seja, Giraffa camelopardalis.

Evolução dos Ursos – Parte 3: Ursos do hemisfério norte

Urso-negro-tibetano
Dos ursos ainda vivos, os primeiros a surgir terão sido das espécies Ursus americanus (Urso-negro-americano) e Ursus thibetanus (Urso-negro-tibetano), e estavam disseminados pelo hemisfério norte. A competição com outros grandes carnívoros poderá ter condicionado a evolução do urso-negro- americano, agora com um tamanho inferior ao que tinha durante o Pleistoceno. Tem, actualmente, uma dieta omnívora e pode caçar cervídeos mas também pode tornar-se presa de um urso-pardo. O urso-tibetano distingue-se pelas orelhas relativamente grandes, mas sobretudo pela mancha branca em forma de V sobre o peito.
Urso-negro-americano
Para além de ter radiado em  U. americanus e U. thibetanus, o Ursus minimus também deu origem ao Ursus etruscus que, disseminado pela Eurásia, levou ao aparecimento dos ursos-das-cavernas na Europa e do ancestral do urso-pardo na Ásia. O desaparecimento dos ursos-das-cavernas pode dever-se à competição por cavernas, com humanos e ursos-pardos, ou às alterações climáticas.
O urso-pardo surgiu na Ásia há 0,5Ma e terá entrado na Europa há 0,25Ma, só mais tarde terá migrado para o norte de África. Dentro desta espécie existem várias subespécies, cuja especiação pode ter ocorrido por terem ficado isoladas geograficamente: o urso-pardo-himalaio (Ursus arctos isabellinus), o urso-pardo-europeu (U. a. arctos), o “grizzly bear” (U. a. horribilis, na América do Norte), e o urso- de-kodiak (U. a. middendorffi), o maior dentro das subespécies.
No Jardim Zoológico pode encontrar-se o urso-pardo (Ursus arctos). Ainda existe na Europa, onde tem um estatuto de conservação  de Pouco preocupante, segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), mas em Espanha está considerado Em perigo. Em Portugal está extinto desde 1650, e desapareceu do norte de África no início de séc. XIX.