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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O outono chegou !

Este ano o outono chegou a tempo e horas, isto porque nesta data, o ano passado ainda andávamos em t-shirt e sem frio.
Mas afinal o que é o outono? É uma estação do ano, assim como o inverno, primavera e verão. É no outono que as temperaturas começam a descer, as primeiras chuvas a cair e as folhas das árvores começam a ficar amareladas ainda na árvore e depois caem, enchendo o chão de tons diferentes.
Oliveira
Mas será que todas as árvores deixam cair as suas folhas até ficarem sem nenhuma nos seus ramos? Ora aqui há uma diferença, temos as árvores de folha caduca, que perdem todas as suas folhas pela altura do outono e as árvores de folha perene, estas mantêm as suas folhas ao longo do ano. Agora vais começar a olhar com mais atenção para as árvores e tentar descobrir quais delas são caducas ou se são perenes.
Plátano
Deixamos aqui alguns exemplo, a oliveira, da qual são apanhadas as azeitonas para se fazer o azeite, tem folhas perene, o mesmo se passa com o sobreiro, do qual retiramos a cortiça, que tem inúmeras utilizações. Já o plátano, o freixo, as figueiras e pereiras, são árvores que todas elas perdem as suas folhas no outono.

Existem animais selvagens em Portugal? O Guarda-rios

Guarda-rios
Se pensas que para ser um bom “guarda-rios” terás de ser muito grande estás enganado. Podes ter apenas 10 cm, mas também podes chegar quase aos 50 cm.
Existem muitas espécies de guarda-rios em várias partes do mundo, especialmente nas zonas tropicais.
Em Portugal, o guarda-rios (Alcedo atthis) mede cerca de 17 cm incluindo o bico. É inconfundível, com o peito e ventre laranja e o seu dorso e asas azuis. Muitas vezes tudo o que conseguimos ver é uma mancha azul metálica a voar rapidamente.Vivem preferencialmente no litoral e em planícies, sobretudo junto a massas de água (rios, lagoas, estuários, salinas, arrozais, …) onde encontram o seu alimento e de onde lhes vem o nome. Ficam pousados nos ramos junto aos rios até verem a sua presa, um peixe, um anfíbio ou um crustáceo, e depois mergulham de cabeça, para a pescar, a uma velocidade de 40km/h. Podes encontrar esta espécie por toda a Europa e Norte de África, mas se vieres ao Jardim Zoológico, teremos todo o prazer de te apresentar o maior elemento desta família, a Kokaburra (Dacelo novaeguineae), que no habitat natural vive na Austrália.
Kokaburra
O comportamento é muito semelhante ao do nosso guarda-rios, e o regime alimentar também. Embora uma ave com este tamanho e com um bico tão robusto se possa alimentar também de juvenis de outras aves e pequenos mamíferos.Formam um casal para toda a vida, e costumam ocupar o mesmo ninho todos os anos, que pode estar nos troncos ocos das árvores.
Quando fores ao Jardim Zoológico, espero que consigas ouvir os sons que emitem (vocalizações). O que te pareceu?

O Dodo e a Tambalacoque



Ilustração do Dodo
Esta semana, vamos falar sobre a importância do equilíbrio que é inerente a um ecossistema. O Dodo (Raphus cucullatus) era uma ave que hoje em dia se encontra extinta. Era endémica da ilhas Maurícias, perto de Madagascar e igualmente banhadas pelo Oceano Índico. Os dodos não voavam e para além do seu bico desenvolvido, poucas defesas tinham contra predadores, até porque não estavam habituados a lidar com a predação.
Tambalacoque
Por causa destas características tornavam-se uma fácil e acessível, fonte de proteína, para os navegadores que passavam por esta ilha. Os primeiros dos quais se pensa terem sido Portugueses em 1507, também Holandeses e Ingleses passaram por este local. Posteriormente em 1644, Holandeses colonizaram a ilha e levaram para terra, cães, gatos e porcos, que representaram o fim do Dodo, em 1662 (IUCN), ainda que se considere que terão existido exemplares até 1690.E será que a sua extinção teve impacto no ecossistema?  O Dodo tinha uma relação de mutualismo com a árvore Tambalacoque (Calvaria major), da qual se alimentavam das suas sementes. A passagem da semente pelo trato digestivo da ave, era a chave para que existisse sucesso, na germinação das sementes desta árvore.
Sementes de Tambalacoque
O que se verificou no terreno é que, desde a extinção do Dodo não existiam árvores Tambalacoque a crescer no terreno, assim as sementes foram dadas a perus e verificou-se que depois de serem eliminadas nas fezes destes animais as sementes germinavam.
Este é um exemplo real da forma como as ligações existentes entre os elementos de um ecossistema são cruciais ao seu bom funcionamento.

Prossímios

Lémure-de-cauda-anelada
Os prossímios são normalmente conhecidos como lémures, estes têm todos em comum o facto de serem primatas, com caraterísticas particulares porque os seus ancestrais viram-se geograficamente isolados do continente africano, há cerca de 60 milhões de anos, assim a sua evolução ficou condicionada onde ainda hoje habitam – Madagáscar, a segunda maior ilha do planeta. De notar, que o seu isolamento geográfico levou ao desenvolvimento de características que são únicas em termos físicos e comportamentais, que não são encontradas em outros primatas. O fato de apresentarem atividade ao longo das 24 horas do dia, é característico, praticamente exclusivo dos Lémures. Já a dominância das fêmeas é também típica em quase todos os Lémures. Estes primatas habitam em diferentes habitats na ilha de Madagáscar, desde florestas tropicais húmidas a zonas rochosas com pouco coberto vegetal. No Jardim Zoológico encontramos várias espécies de lémures, estas são: Lémure-de-cauda-anelada, Lémure-preto-e-branco-de-colar, Lémure-vermelho, Lémure-preto, Lémure-de-fronte-branca.
Lémure-preto-e-branco-de-colar
Todos eles apresentam diferentes estatutos de conservação, sendo o mais ameaçado da coleção zoológica o Lémure-preto-e-branco-de-colar, principalmente devido às queimadas que são feitas para depois criar zonas agrícolas.O Lémure-de-fronte-branca, apresenta dimorfismo sexual em que as fêmeas têm pelagem castanha e o macho também tem pelo castanho mas com uma coroa de pelos brancos na face.  O Lémure-preto também tem dimorfismo sexual. Há quem considere que o acentuar do dimorfismo está relacionado com a dominância da fêmea dentro do grupo.Em termos alimentares são maioritariamente herbívoros, alimentam-se de frutos, folhas, flores e por vezes insetos. 
No Jardim Zoológico também vivem numa ilha mas em vez de Madagáscar chama-se Ilha dos Lémures.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia Mundial do Professor

No Dia do Professor, 5 de Outubro, o Centro Pedagógico do Jardim Zoológico promove um dia de atividades gratuitas e exclusivas para professores para apresentar o novo Programa de Educação e laar o novo Concurso Nacional Escolas “Sudeste Asiático – Ameaças e Desafios”.
As inscrições são limitadas e é necessário uma inscrição prévia.
O programa de educação do Jardim Zoológico, gratuito para Escolas, é reconhecido pelo Ministério de Educação nas seguintes áreas curriculares:
- Conhecimento do Mundo (educação Pré Escolar);
- Estudo do Meio (1º ciclo do Ensino Básico);
- Ciências da Natureza (2º ciclo do Ensino Básico);
- Ciências Naturais (3º ciclo do Ensino Básico);
- Biologia e Geologia (10º e 11º ano do Ensino Secundário);
todo o programa é concretizado através de atividades diversas, enquanto elemento de ligação entre as escolas e o mundo real, numa perspectiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas na sala de aula – desde encontros com tratadores a sessões temáticas, passando pelas visitas guiadas temáticas com a nossa equipa técnica, os professores encontram aqui uma ferramenta fundamental para complementarem os currículos escolares, levando os seus alunos numa viagem pela biodiversidade!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

No Trilho da Ásia - Espécies ameaçadas

Uma espécie diz-se ameaçada quando nas suas populações se verifica um decréscimo ao longo do tempo, que pode culminar na sua extinção. Ao indicador da probabilidade de que uma espécie continue a existir no futuro, chama-se estatuto de conservação, sendo a classificação desenvolvida pelo IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) a mais utilizada.
Segundo esta classificação as espécies ameaçadas vão desde o pouco preocupante ao extinto, funcionando os estatutos intermédios de forma crescente, como os degraus de uma escada, do menos para o mais ameaçado.
A IUCN/SSC identificou as espécies de grandes dimensões asiáticas como estando em particular risco através de uma combinação de fatores, sendo mais proeminente a caça ilegal e a perda de habitat. Espécies como o Tigre-de-sumatra, que não apresentam números superiores a 400 animais, requerem desde já, um esforço da nossa parte, antes que seja tarde demais. 
Sabias que das 9 sub-espécies de tigres, 3 já se encontram extintas? Os tigres de Java, do Cáspio e do Bali foram caçados até à extinção por causa da sua pele e do aproveitamento de orgãos para a medicina tradicional chinesa.
Sabias que o tráfego de animais é o 3º negócio mais rentável do Mundo? O comércio ilegal de espécie movimenta anualmente enormes quantidades de dinheiro.
Para além disto, as espécies que estão mais ameaçadas são também aquelas que desempenham importantes papéis no equilíbrio dos seus habitats, ajudando desta forma que as florestas tropicais, “os pulmões da terra”, fiquem saudáveis e funcionais. Com o comércio ilegal, o principal fator de ameaça para as espécies desta região, não é suficiente a proteção das florestas – que é uma medida vital de conservação; as espécies necessitam de ser protegidas de uma captura e caça insustentável.
Sabe mais sobre as Ameaças e os Desafios que o Sudeste Asiático enfrenta e participa no Concurso Nacional Escolas ZOO/DGE através de uma proposta de campanha de sensibilização dirigida à comunidade!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tenho o pescoço comprido e não sou a Girafa, quem sou?


Esta semana apresentamos um réptil, que pode ser observado no Jardim Zoológico e que pertence à ordem dos  quelónios, ou seja, é uma tartaruga. Dentro das tartarugas temos as aquáticas, terrestres e semi-aquáticas. Apresentam diferenças entre si, principalmente nas adaptações que desenvolveram, as aquáticas que têm as patas modificadas em barbatanas e as terrestres  têm membros robustos e fortes para se poderem deslocar.
Passando às apresentações, esta é uma tartaruga semi-aquática, Tartaruga-de- pescoço-comprido-de-roti, é endémica da ilha de Roti, na Indonésia, o que por si só já representa uma situação particular para a sua conservação, pois esta espécie só existe nesta ilha.
Ambos os sexos desta espécie têm um pescoço que é muito mais longo do que os que observamos em outras espécies de quelónios. As fêmeas são normalmente maiores do que os machos, são por isso um exemplo de dimorfismo sexual.
Estas tartarugas são carnívoras e têm hábitos nocturnos.
Relativamente ao seu estatuto de conservação está criticamente em perigo, isto significa que está a um passo de se extinguir no habitat natural, principalmente porque a ocupação humana da ilha entra em conflito com a sua existência, já que são capturadas para o tráfico de espécies exóticas.
 Quanto mais rara se torna à medida que é levada à extinção, mais alto é o valor que se paga por ela no comércio ilegal.
Esta espécie,  esta abrangida pela campanha EAZA, sobre o tema sudeste asiático.
Venha conhecer esta tartaruga, visite-nos!