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sexta-feira, 27 de abril de 2012

De mãe para filha, pela continuidade da espécie

Chitas
Minha querida filha,
As fêmeas da nossa espécie são mães extraordinárias, e tu também serás uma delas. Deixo-te algumas dicas para quando chegar a tua vez.
Chitas
Deves estar activa e caçar durante o dia, para evitar outros grandes predadores como Leões e Hienas.
Descansa deitada de lado junto à vegetação e sem te esqueceres de, de vez em quando, levantar a cabeça para ver se estás em segurança.
Quando as tuas crias nascerem, podes contar com a ajuda do macho com quem acasalaste. Mas só durante uns tempos e exclusivamente para caçar. Não confies muito nele, vai-se embora num instante.
Os teus pequenotes podem ser de 1 até 5, mas independentemente do número e do esforço que tenhas que fazer tens de os manter escondidos nos primeiros dias de vida. E depois disso, quando já te conseguirem seguir, muda-os de abrigo todos os dias se puderes.
Mas eles vão crescer, e terás que os ensinar a caçar. Já em juvenis as tuas crias vão-se manter perto de ti e o mais frequente é que os machos se mantenham juntos durante algum tempo ou até mesmo para o resto da vida. Já as tuas filhotas, essas, tal como tu, vão-se separar dos irmãos e ter uma vida quase solitária.
Chitas
Apesar de todos os cuidados e dedicação apenas 29% das crias da nossa espécie chegam à idade adulta. Mas o nosso papel é tentar ao máximo que todos sobrevivam e dêem continuidade à nossa espécie.
Nunca desistas minha filha.
Mãe Chita

Pegadas no chão

Será que as pegadas podem ser uma pista sobre a locomoção dos animais no solo? Sim é verdade.

Existem diferentes tipos de locomoção no solo, são elas a reptação, salto, marcha e corrida, falando destas últimas, estas são características de animais que apoiam no solo a extremidades dos dedos, com garras no caso dos felinos – digitigrados ou com cascos no caso dos ungulígrados, quando apoia toda a planta do pé estamos perante plantígrados.
Agora fica o desafio olha para as seguintes pegadas, consegues saber qual o tipo de extremidade em questão?


Pegada A

Pegada A
    
                                      

          A.     Plantígrado
          B.     Digitígrado
                 C.     Unguligrado

Nas imagens A temos a pegada de um homem e de um urso são ambos plantígrados e podemos ver que há a marca da planta do pé e dos dedos, no urso podemos ver as unhas.

Pegada B

Na imagem B corresponde à pegada dos digitígrados como é o caso dos felinos, como as garras estão recolhidas na pata não aparecem na pegada, mas na imagem, se vires bem há uns pontinhos que correspondem às garras, quem será? Sim, é a chita, que tem as garras sempre de fora, para poder ter maior atrito em relação ao solo nas suas corridas.

Pegada C

a imagem C, corresponde aos ungulados, uma ungula é uma unha, e os cascos no fundo são unhas desenvolvidas que protegem os dedos de animais como a Girafa-de-angola, daí que a pegada seja duas manchas uniformes.





Da biosfera à savana

Ao nosso planeta enquanto ecossistema global chamamos de biosfera, como sabes em diferentes locais do planetas podemos encontrar diferentes habitats, caracterizados por diferentes factores abióticos, esta semana iremos falar sobre a savana.
Savana
Esta localiza-se no continente Africano, na América do Sul e na Austrália. Caracteriza-se por ser relativamente plana, ter poucas árvores e apresentar uma vegetação alta,  que é em larga medida representada por gramíneas.
Ao longo do ano tem duas estações, a estação seca e a das chuvas, este é o factor principal que muitas vezes leva as espécies que aí vivem a fazerem migrações durante a estação seca para zonas onde ainda exista vegetação para se alimentarem. As savanas apresentam amplitudes térmicas consideráveis do dia para a noite.
Elefante-africano
No Jardim Zoológico são várias as espécies que podes observar e que habitam na savana, o Elefante-africano, o Leão-de-angola, a Girafa-de-angola, o Rinoceronte -branco, o Melro-de-cauda -comprida, assim como outros. É de notar, que os grandes herbívoros, como é o caso do Elefante-africano, são cruciais para a manutenção do equilíbrio do ecossistema, na dispersão de sementes, até porque ingerem de 150 a 300 Kg de matéria vegetal por dia.

Classificação dos seres vivos


Desde a época de Aristóteles (384 – 322 a.C) que o Homem se preocupa em classificar as mais diversas formas de vida. Para isso recorria às mais variadas características dos diferentes seres vivos. Por exemplo Aristóteles, separou os seres de sangue vermelho (Enaima) dos seres sem sangue vermelho (Anaima).
Ao longo das épocas foram considerados outros critérios:
-         A morfologia, ou seja, aquilo que é observado, no fenótipo do indivíduo, ainda hoje é usado, mas não tem a relevância que já teve, até porque se pensarmos nas inúmeras raças de cães que conhecemos hoje, têm morfologia diferente mas são a mesma espécie. Por outro lado organismos que sofram metamorfoses, não iriam ser considerados como o mesmo organismo;
-         A estratégia alimentar, em que os organismos são classificados em autotróficos (exemplo as plantas) e heterotróficos;
-         A simetria corporal, quanto aos planos de simetria que o organismo apresenta, que pode ser bilateral ou radiada;
-         A bioquímica, tem por base a comparação da composição química dos diferentes organismos e permite estabelecer relações de parentesco entre estes;
-         A cariologia, dedica-se ao estudo dos cromossomas, no seu número e estrutura;
-         A citologia estuda a organização celular que constitui um determinado organismo;
-         A reprodução considera se os indivíduos são assexuados ou sexuados. Quando são sexuados, os dois sexos estão no mesmo indivíduo, monóico ou em indivíduos diferentes, dióico.
-         A embriologia analisa o desenvolvimento embrionário,  entre diferentes espécies e pelas semelhaas estabelece o seu grau de parentesco.
Os sistemas de classificação foram evoluindo, aumentando a sua complexidade e hoje temos a ciência da classificação designada por Taxonomia, já a Sistemática tem em conta as relações filogenéticas existentes entre os diferentes seres vivos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Educar para conservar!

Educar para conservar o lema do Centro Pedagógico do Jardim Zoológico

As propostas educativas do Jardim Zoológico são no âmbito da Educação Ambiental e prendem-se com a conservação da Biodiversidade, com a valorização da vida animal, fomentando uma transformação progressiva nos valores, atitudes e comportamentos. O Centro Pedagógico do Jardim Zoológico desenvolve programas educativos gratuitos para as escolas que o visitam desde 1996, desde a Educação Pré-Escolar ao Ensino Básico e Secundário. Com base nos currículos/programas escolares, os nossos programas educativos são adaptados a cada ano de escolaridade e são reconhecidos como Utilidade Educativa pelo Ministério da Educação. Este reconhecimento evidencia o paralelismo pedagógico entre os conteúdos veiculados pelo Jardim Zoológico e os curricula escolares, designadamente:
  • Pré-Escolar › Conhecimento do Mundo;
  • 1º Ciclo › Estudo do Meio;
  • 2º Ciclo › Ciências da Natureza;
  • 3º Ciclo › Ciências Naturais e
  • Geografia;
  • Secundário (10º e 11º ano) › Biologia
  • e Geologia;
  • Secundário (12º ano) › Biologia.
Os programas educativos são concretizados através de atividades diversas, enquanto elementos de ligação entre a escola e o mundo real, numa perspectiva de contextualização das aprendizagens na sala de aula.
Os programas educativos são concretizados através de atividades diversas, enquanto elementos de ligação entre a escola e o mundo real, numa perspectiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas na
sala de aula.

A resposta do Sabichão!

Existem animais selvagens em Portugal? O Lince-ibérico


Lince-ibérico
O Lince-ibérico, tal como o gato doméstico, o leão-africano, o tigre-da-sibéria, o leopardo-da-pérsia, é um felino, o felino mais ameaçado do Mundo.
É nativo da Península Ibérica, como o seu nome nos diz, e tem visto a sua área de distribuição diminuir drasticamente ao longo das últimas décadas.
A destruição do habitat, pelo fogo e pela desflorestação (abate da floresta nativa para terrenos de cultivo ou matas de produção de eucalipto e pinheiro-bravo), tem sido uma das causas do seu declínio, mas não a única. Enquanto felino, é carnívoro, e tem necessidade de caçar, mas o seu alimento principal, o coelho-bravo, é cada vez mais escasso, devido às doenças que afetam esta presa (mixomatose e febre hemorrágica viral), devido ao abandono da agricultura tradicional e à caça excessiva pelo Homem. Também o Homem é responsável pela caça direta e pelos atropelamentos.
Estes fatores fazem com que as populações tenham cada vez menos elementos e que  fiquem isoladas umas das outras, impossibilitando as trocas de indivíduos e levando ao aumento da consanguinidade (as crias são resultado do acasalamento de animais aparentados) que pode provocar um aumento da frequência de doenças nesse grupo. 
Lince-euroasiático
Em Portugal existem projetos que pretendem criar corredores verdes (zonas que permitam as populações comunicarem entre si), aumentar o número de coelhos-bravos em áreas de interesse para o lince, sensibilizar o público em geral, e tentar reproduzi-los em cativeiro para reintrodução nos habitats apropriados.
No Jardim Zológico poderás encontrar o Lince-eurasiático, o maior das 4 espécies de lince que existem no Mundo. Observa as caraterísticas que têm em comum:
  • as orelhas são grandes e triangulares, e terminam num tufo negro de pelos;
  • têm tufos de pelos nas laterais do focinho (barbas);
  •  a cauda é curta e escura na extremidade;
  • os membros são compridos e as patas grandes.
Embora esta espécie ainda não seja considerada ameaçada mantemos o nosso interesse na conservação da mesma e congratulamo-nos com as crias que aqui nasceram.

O Hipopótamo!


O Hipopótamo pode ser encontrado nos rios e pântanos de África e, devido ao seu tamanho, deram-lhe este nome que significa “cavalo do rio”. Apesar de ser um mamífero, a sua pele é quase totalmente nua, só tendo pelos nas orelhas e na cauda. Conheces mais algum animal assim? O Elefante e o Rinoceronte! Estes 3 animais de pouco pelo pertencem ao grupo dos paquidermes. Como se alimenta de plantas o Hipopótamo é herbívoro, deixando o rio durante a noite para ir pastar nas margens. Um adulto pode ingerir mais de 100kg de vegetação numa única noite. Durante o dia, fica dentro de água a dormir, para proteger a pele do sol intenso.

 Quando está muito calor a sua pele tem de estar constantemente molhada, para isso consegue fazer sair pela sua pele, um líquido vermelho para se proteger. Por isso é que às vezes os Hipopótamos têm a barriga e a pele junto às orelhas cor-de-rosa. Os seus dentes que podem atingir 60 a 80 cm de comprimento e pesar mais de 3kg. Estes vão crescendo ao longo de toda a vida e são usados nas lutas contra outros hipopótamos. O Homem é a sua principal ameaça, caçando-o para obter os seus   dentes de marfim.
No Jardim Zoológico, podes vir aprender mais sobre os Hipopótamos e conhecê-los de perto!

Reprodução das plantas com flor


Todos os organismos necessitam de se reproduzir, caso contrário, haveria o desaparecimento de muitas espécies, e a vida na Terra estaria comprometida. É comum ouvirmos falar da reprodução em animais, mas como será que se reproduzem as plantas com flor?
Nestas designa-se de androceu o conjunto dos estames, ou seja, os órgãos reprodutores masculinos. Nas anteras dos estames produz-se, em sacos polínicos, os grãos de pólen que dão origem às células reprodutoras masculinas, os anterozoides.
O gineceu é o conjunto de órgãos reprodutores femininos de uma flor. Nestes podemos encontrar os carpelos. Nos ovários dos carpelos encontram-se as células reprodutoras femininas, os óvulos. Para que ocorra a reprodução as anteras abrem-se deixando sair os grãos de pólen que são transportados para o estigma de flores da mesma espécie, processo este a que chamamos polinização. Quando os grãos de pólen alcançam o óvulo, ocorre a fecundação.
A polinização pode ser direta ou cruzada. A primeira acontece quando os grãos de pólen caem diretamente no estigma da mesma flor. A polinização cruzada dá-se quando os grãos de pólen são transportados pelos agentes de polinização para o estigma de uma flor situada noutra planta da mesma espécie. Os agentes de polinização podem ser o vento, os insetos, algumas aves e pequenos mamíferos. Algumas plantas desenvolveram estruturas que ajudam a espalhar as suas sementes, como é o caso dos frutos do dente-de-leão.

Um polinizador importante para o ecossistema


Abelha
Como sabes a polinização cruzada é o transporte dos grãos de pólen do órgão reprodutor masculino para o órgão reprodutor feminino de uma planta diferente mas da mesma espécie. 
As abelhas são os principais agentes polinizadores das plantas floríferas, pois transportam os grãos de pólen de umas flores para as outras, facilitando-lhes a reprodução. Mas estas também ficam a ganhar, uma vez que as plantas produzem o néctar, que as atrai e lhes serve de matéria-prima para fazer o mel.O pólen também é importante para estas, pois é a sua principal fonte de proteína. Esta interação entre as abelhas e plantas garante o sucesso na polinização cruzada que constitui uma importante adaptação evolutiva das plantas, aumentando o vigor das espécies, possibilitando novas combinações de fatores hereditários e aumentando a produção de frutos e sementes.
Grãos de pólen
A polinização cruzada torna-se ainda mais importante nas áreas agrícolas em monocultura, ou seja, com produção de uma única espécie de plantas. Nestas condições a biodiversidade de plantas é baixa e os polinizadores naturais têm tendência a desaparecer, sendo necessário introduzir colónias de abelhas nestas áreas para garantir que a polinização/reprodução continua a acontecer. 
É necessário conservar e restaurar as áreas naturais utilizadas por estes polinizadores, pois eles são essenciais para a reprodução das plantas e, consequentemente para o bom funcionamento dos ecossistemas terrestres.

Variação do fundo genético


O fundo genético é determinante para a sobrevivência das populações e sofre variações, estas podem ter diferentes causas como a meiose, mutações, deriva genética, reprodução sexuada e seleção natural e artificial.
Esta semana, vamos abordar cada uma delas:

  • As mutações genéticas introduzem novas informações genéticas, que ocorrem ao nível dos genes ou mesmo a nível cromossómico, são desta forma uma fonte primária de variabilidade, podendo conduzir a alterações drásticas ou a características que se apresentam vantajosas para uma melhor adaptação ao meio onde vive.
Migração de Gnus
  • As migrações, referem-se à passagem de indivíduos de uma população para outra. Com a imigração a representar a entrada de indivíduos e a emigração a saída. Estas situações conduzem ao fluxo de genes entre populações, que pela reprodução trocam informação genética.

  • A deriva genética, depende exclusivamente do acaso, ocorre em populações pequenas e leva a uma redução drástica da população, podendo alterar o fenótipo dominante que até então ocorria na população.
Sobre todos os referidos fatores que alteram o fundo genético há sempre a ação da seleção natural. A seleção artificial é quando o Homem privilegia determinado fenótipo em detrimento de outros, por serem benéficos ao  Homem de alguma forma ou até por mera beleza. Um exemplo desta forma de seleção é o caso dos animais domésticos, como por exemplo as raças de cães.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Afinal há lobos em Portugal!


Para o tema desta semana vou dar-te 3 pistas: é uma animal selvagem, semelhante ao cão e que entra na história do capuchinho vermelho. É o Lobo, muito bem! Este é um mamífero pois tem pêlo, nasce da barriga da mãe e bebe leite quando é pequenino. Sabes qual o seu regime alimentar? É um carnívoro, ou seja, alimenta-se da carne de outros animais.
Será que existem lobos em Portugal? Existe o Lobo-ibérico! Este animal existia em todo o pais, mas agora a sua população esta a diminuir, só existindo cerca de 300 indivíduos no norte de Portugal.
 Lembras-te qual a palavra que se utiliza para um animal que está a desaparecer para sempre na natureza? Chama-se extinção. O Lobo está em extinção porque as espécies selvagens que ele prefere caçar, como o corço e o Veado, também estão a desaparecer na Natureza. Então, para se alimentar o lobo recorre por vezes a animais domésticos, como vacas ou ovelhas, o que deixa os pastores muito zangados, preparando armadilhas para os matar.
O lobo aparece em muitas histórias, como sendo sempre uma personagem má, no entanto, este é um animal que, como muitos outros, tem de caçar as suas presas para se alimentar e sobreviver.

Para aprenderes mais sobre os animais em extinção, vem ao Jardim Zoológico e participa com a tua turma no programa de 1ºciclo “Extinção”.
Contamos contigo para ensinar à tua família e amigos que o Lobo não é um animal mau como se diz e que temos de ajudar a protegê-lo para que não desapareça do nosso país.

És um primata?


Gorila-ocidental-das-terras-baixas
Ora para saberes se és ou não um primata, é importante saber o que é afinal um primata, para isso aqui no Jardim Zoológico fazemos um jogo e é isso que vamos fazer, um jogo. Coloca uma mão no ar, agora qual é o teu polegar? Sim é o dedo do “ok”, então agora tenta tocar com o polegar nos outros dedos, consegues? Claro que sim. Então isso significa que tens um polegar oponível, isso faz de ti um primata mas há outros animais que também são primatas, como os Gorilas que é o maior ou o Chimpanzé, também o Gibão-de-mãos-brancas pertence a esta família, assim como o Mico-leão-dourado que é o mais pequenos destes primatas que falamos. Todos os primatas também têm impressões digitais e todas são diferentes entre indivíduos.
Chimpanzé
E será que é só as mãos que fazem a diferença? Será que são inteligentes? Sim são, capazes de pensar e de tomar decisões, por exemplo os chimpanzés já foram vistos no seu habitat a transformarem paus em lanças que usam para caçarem outros animais. Para além disso os chimpanzés conseguem fazer expressões faciais, assim como tu quando olhas para os teus amigos consegues perceber pela cara deles se estão contentes ou tristes, os chimpanzés fazem o mesmo entre os elementos da sua família.
Agora uma questão importante é a seguinte nem todos os primatas são macacos, mas uma coisa é verdade todos os macacos são primatas. Assim 
podes compreender porque é que é errado chamar ao chimpanzé, macaco porque ele é um primata mas não é um macaco.

Vem ao zoo com a tua escola aprender mais sobre estes animais, que são tão parecidos connosco.

Quando um lugar inerte dá lugar à vida


O nosso planeta é um local em permanente transformação, muita das vezes com origem vulcânica, levando à formação de novas rochas, que começam por ser zonas inertes, mas que podem ser a base de zonas muito férteis para plantas e animais, como sejam insetos, ou insectívoros, como o Urso-formigueiro-gigante, que delas dependem e assim sucessivamente.



Urso-formigueiro-gigante (Myrmecophaga tridactyla)

Ao processo que se inicia com uma comunidade pioneira e que continuamente dá lugar a outras, chamamos de sucessão ecológica. Uma comunidade pioneira, como o nome indica é a primeira a ocupar um local até então inerte, este tipo de sucessão é designado por sucessão ecológica primária.

Quando a sucessão existente é destruída e dá lugar a uma nova sucessão, estamos perante uma sucessão ecológica secundária, um exemplo deste tipo é o acontece após um incêndio, que destruiu o que até então aí existia.
Solo
Mas existem outras causas para a sucessão ecológica, os fatores abióticos, como o clima nas suas diferentes componentes e o solo – fatores edáficos. 
Posteriormente temos os fatores bióticos e as relações que os indivíduos do ecossistema definem entre si ( “Interações bióticas interespecíficas” e “Interações bióticas intraespecíficas”). De notar que num ecossistema todos têm a sua função daí que as sucessões se iniciem com os produtores no seu inicio e posteriormente os que destes dependem, quando num ecossistema ocorrem alterações como a extinção ou introdução de espécie que a este não pertence vão ocorrer alterações ao seu equilíbrio, que podem levar à sua reestruturação ou destruição.


Variabilidade genética e a Evolução


No texto da semana passada, falamos sobre Neodarwinismo e que esta teoria veio completar a teoria de Darwin e assenta em dois pilares a variabilidade genética e seleção natural.
A seleção natural atua sobre as populações, representam um conjunto de indivíduos da mesma espécie, que existem num determinado local e que se cruzam entre si. Dentro de uma população saudável existe variabilidade genética, ao conjunto de todos os genes existentes numa determinada população é chamado o fundo genético. Este é crucial para que a população possa sobreviver perante novas condições que se surjam no ambiente onde habitam. Assim se conclui, que numa população quanto maior for a variabilidade genética, mais elevada será a capacidade desta população sobreviver, esta é uma das grandes problemáticas que se colocam hoje em dia à conservação das espécies, porque pelas inúmeras ameaças que as populações sofrem, estas acabam por ficar condicionadas no seu fundo genético. Quando as populações diminuem em número de efetivos, com estas também diminuem também a informação genética, disponível na população.
Assim se coloca o desafio às coleções zoológicas que se encontram ao cuidado humano, de manter a variabilidade genética das populações existentes em zoos, para isso existem os studbooks onde são registados todos os indivíduos e a sua filogenia, por forma a evitar o cruzamento entre indivíduos aparentados geneticamente e assim problemas relacionados com a consanguinidade. A este tipo de conservação chama-se conservação ex-situ.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A resposta do Sabichão!


“LAGARTO-DE-JESUS-CRISTO"



Basilisco-de-crista-verde (Basiliscus plumifrons)



O Basilisco-de-crista–verde ou Lagarto-de-jesus-cristo, é um réptil com características que o tornam especial. Tem dedos longos e escamas que lhe permitem correr sobre a água apoiado só nas suas pernas. Para além disso, também conseguem nadar e correr muito rápido em terra. Como o nome indica têm cor verde e os machos têm cristas, não uma, mas três cristas ao longo do seu corpo.


O Basilisco-de-crista-verde, é um réptil e como tal tem determinadas características. Uma já falamos, têm escamas a cobrir o corpo, nascem de ovos e têm o sangue frio. O que quer dizer ser de sangue frio?
Ora os répteis precisam do sol, para se aquecerem, enquanto nós estamos sempre à mesma temperatura, os répteis precisam de calor para se aquecerem, aqui no zoo quando está frio, eles têm umas lâmpadas nas suas casas, que os ajudam a  manterem-se quentes.
Falamos do Basilisco-de-crista-verde que é da família das iguanas, mas também existem outros répteis, como as serpentes, as tartarugas, os lagartos e os crocodilos. Todos eles têm escamas, mas há uma diferença, enquanto as tartarugas perdem uma escama de vez em quando, as serpentes quando fazem uma muda, trocam as escamas todas de uma vez, fazem uma muda completa.

Os ovos ao contrário dos ovos das aves, dos quais já falámos em “A ave azul do zoo” não têm uma casca dura, são moles.

As formas do corpo


No reino animal podemos encontrar animais com as mais diversas formas desde a estrela do mar, aos golfinhos, aves a animais quadrúpedes como o elefante-africano ou bípedes como é o nosso caso.

Podemos classificar o corpo quanto à forma, à simetria, as divisões que o corpo apresenta.
Assim quanto à forma podemos encontrar animais cuja forma é cilíndrica, como o caso das serpentes, é disso exemplo a Pitão-da-birmânia. Os animais que habitam no meio aquático, têm a sua forma adaptada à locomoção, ou seja, apresentam um corpo fusiforme que tem vantagens a nível do hidrodinamismo, como é o caso da Foca-comum. No meio marinho também há quem tenha corpo achatado como o caso das solhas.


Foca-comum (Phoca vitulina)



De uma forma geral, os animais apresentam na maioria dos casos simetria bilateral, ou seja, são simétricos quando comparamos o lado esquerdo com o lado direito do corpo. Mas a estrela do mar é um exemplo de simetria radiada, já as esponjas são assimétricas.



Órix-de-cimitarra (Oryx dammah)



As divisões do corpo variam com a espécie em questão, os quadrúpedes e bípedes têm o corpo dividido em cabeça, tronco , este divide-se em tórax, abdómen e membros, as aves tem cabeça, tronco e membros, mas no tronco encontramos toráx e cavidade celómica. Já os insetos têm o corpo dividido em cefalotórax e abdómen.



A importância das plantas


Como sabes as plantas são bastante importantes para o Homem e para o ambiente. Mas sabes porquê?
Aqui estão algumas das coisas importantes que as plantas nos dão.
  • Estética: as plantas têm um grande valor estético. São elas que dão beleza aos espaços em que nós vivemos. Quem gostaria de viver num espaço sem plantas?
  • Comida: aproximadamente 3.000 espécies de plantas são usadas para a nossa alimentação, mas 90% da comida que comemos vem somente de 20 plantas diferentes.
  • Qualidade do ar e da água: o oxigénio que precisamos para respirar vem da fotossíntese das plantas. A qualidade do ar que respiramos e da água que usamos, depende muito das plantas e da sua capacidade de limparem o ar e a água da poluição e das poeiras. São fundamentais ajudar a combater as alterações climáticas.
  • Produtos: as plantas dão-nos muitos produtos. Sabias que a roupa que tens é feita de plantas? E as rolhas das garrafas? E o papel em que escrevemos? E os armários da cozinha? 
  • Controlo da erosão: as raízes das plantas ajudam a proteger o solo e a controlar a erosão. Ajudam também a controlar as cheias, pois tornam a terra permeável, permitindo que a água não fique acumulada à superfície e seja absorvida pela terra. 
  • Ecossistema: a palavra “Ecossistema” relaciona as plantas e os animais, na capacidade de vivermos juntos, suportando-nos uns aos outros.
Floresta caducifólia
  •  Medicina: ao longo da nossa história as plantas têm sido bastante importantes para a medicina. Sabias que 80% dos medicamentos que tomamos tiveram origem nas plantas? Por exemplo, a casca do salgueiro é usada para se fazer a aspirina. Apesar de todos os avanços na medicina só 2% de todas as espécies de plantas foram testadas. Não achas que ainda podemos descobrir mais?  
  • Habitat: as plantas proporcionam o habitat (o sítio para viver) para muitos outros seres vivos.

O que Darwin deixou por explicar


A teoria da seleção natural foi muito criticada, por várias personalidades até porque levantava sérias questões à origem do Homem, enquanto espécie, opondo-se à visão criacionista.
Apesar da teoria de Charles Darwin ter sido bem sustentada em observações e na teoria de Malthus, duas grandes questões ficaram por explicar, nomeadamente porque é que existiam variações entre os indivíduos de uma mesma espécie e de que forma os mais aptos perpetuavam as suas características nas gerações seguintes.
Ervilheira
Estas questões só iam obter resposta, no início do século XX, com o surgimento da genética, inicialmente impulsionada por Mendel, que definiu as leis da hereditariedade para isso dedicou-se ao cruzamento de ervilheiras e analisou de que forma variava a cor das flores dessas plantas, ou seja, o seu fenótipo. Posteriormente chegou-se à base que determina a cor das flores e outras características do fenótipos das diferentes espécies, os genes.
As conceções originais de Darwin, em conjugação com os dados genéticos, assim como outras ciências, levaram aquilo que hoje designamos por Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo. Esta nova teoria, baseia-se na seleção natural e na existência de variabilidade genética, que é no fundo, as variações pelas quais existem diferenças dentro das populações.
É sobre a variabilidade genética que atua a seleção natural, de notar que atua sobre os indivíduos e não sobre genes em particular. As mutações são fonte de variabilidade genética, introduzindo nova informação e podem condicionar a vida do indivíduo ou revelarem-se favoráveis à sua existência sendo que desta forma vão perpetuar as suas características. A reprodução sexuada por si só também leva à recombinação genética, na meiose e na fecundação.

ABC da Natureza


Fotossíntese: é um processo físico-químico realizado por seres vivos com clorofila, em que estes utilizam o dióxido de carbono e a água, para obter glicose e libertar oxigénio através da energia da luz.